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VIRGÍNIA D'ALMEIDA GERARDO assume-se activista pela defesa dos animais

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"Ensinem as crianças a respeitar e a gostar de animais”
Sem raça definida, mas com uma elegância de fazer inveja a muitos canídeos com pedigree, Nikita, o seu filho, Tiger, e Miró, mostraram a sua felicidade e simpatia. Virgínia d'Almeida Gerardo falou-nos sobre as brincadeiras com os seus três cães, a personalidade de cada um e como têm influenciado a sua vida. Ressalta também a importância do respeito pela vida animal e conta a sua experiência na ajuda de instituições de protecção de animais.

Qui, 11/11/2010 - 00:00

 Sem raça definida, mas com uma elegância de fazer inveja a muitos canídeos com pedigree, Nikita, o seu filho, Tiger, e Miró, mostraram a sua felicidade e simpatia.Virgínia d'Almeida Gerardo falou-nos sobre as brincadeiras com os seus três cães, a personalidade de cada um e como têm influenciado a sua vida. Ressalta também a importância do respeito pela vida animal e conta a sua experiência na ajuda de instituições de protecção de animais.

VIP Pets – De que forma a Nikita, o Tiger e o Miró entraram na sua vida?
Virgínia d'Almeida Gerardo – Os meus cães apareceram na minha vida de forma distinta. A Nikita encontrei-a na Aroeira, quando tinha lá uma casa. Já vinha grávida do Tiger, que acabou por nascer nesse local. O Miró foi deixado na minha actual casa, na altura tinha 20 centímetros. Levei-o logo ao veterinário, que me alertou para o facto de ele se ir tornar num cão de porte grande.

Considerando que tinha mais cães, o que decidiu fazer após essa informação?
Falei com imensos amigos para saber se alguém conhecia quem tivesse condições para ficar com ele e consegui. Um amigo meu ligou-me a dizer que conhecia um possível dono para o Miró, que tinha uma quinta fantástica onde o cão poderia correr à vontade. Na altura, disse “óptimo”, mas nessa noite acabei por não dormir, a pensar na possibilidade de o Miró ficar acorrentado na quinta. No dia seguinte, liguei ao meu amigo com muita vergonha e a pedir muita desculpa, mas já não conseguia dá-lo. Acabou por ficar comigo e tornou-se mesmo um cão enorme.

Qual dos três é o mais independente?
É o Miró. É muito independente e muito inteligente. Às vezes, é de trato difícil porque tem um génio complicado. A Nikita é a mais velha, é uma doçura, sempre foi muito meiguinha. O Tiger é um cãozinho um bocadinho tonto, excitado demais, mas muito meiguinho também.

Costuma brincar com eles?
Quando chego do trabalho, brinco muito com eles no jardim, ficam contentíssimos, fartam-se de correr. Depois, ficam connosco na sala, até serem horas de dormir. À hora de dormir, vão para as respectivas camas, mas a Nikita só vai se for ao colo.

Existe alguma história engraçada que a tivesse marcado?
Sim. Quando o neto do meu marido, que é como se fosse meu neto também, vinha cá, gostava muito de ver os cãezinhos. A Nikita, como era a mais meiga, foi sempre a que ficou mais perto dele. Quando ele começou a falar, como Virgínia é um nome difícil para uma criança dizer, começou a chamar-me Ninita, ou seja, ficámos as duas Ninitas. E até hoje sou Ninita. Já nasceu outro neto, que agora vai fazer dois anos, e também já me chama de Ninita. Acho que vou ficar assim para o resto da vida e não me importo nada.

Como surgiu a oportunidade de ter um quadro, simbolicamente importante, em que a Virgínia se encontra representada com os seus cães?
Foi um amigo meu, que tal como eu, dança tango argentino. Por vezes, nos festivais, faz umas exposições com motivos do tango, nem sabia que ele fazia este género de quadros. Depois, surgiu a oportunidade. Os meus cães, que na altura eram cinco, foram fotografados um a um e só depois é que foi possível pintar. Foi mais uma graça que outra coisa.

É activista na defesa dos animais?
Eu tento ajudar com muita regularidade várias instituições de protecção de animais. Peço muita ajuda também a várias amigas. Agora, por exemplo, que está a começar a arrefecer, acho importante levar cobertores, para proteger do frio os cães que se encontram nas instituições. Costumo fazer também uma recolha de comida, camas de cão e coleiras contra as pulgas.

O que acha que deve ser mudado na sociedade para melhorar a vida dos animais?
Acho importante a sensibilização. Os animais não são brinquedos para se dar às crianças. Também apelo a que ensinem as crianças, logo desde muito pequeninas, a gostarem de animais e a respeitarem-nos. Será esse o caminho para que sejam bons, também, para os outros humanos.

Texto: Rita Nunes da Silva; Fotos: Rui Renato

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