A vida de casal após a paternidade
Como (re)inventamos o amor… depois dos filhos!

Nacional

«Quatro bóias de salvação que têm impedido a nossa relação de afundar»

Seg, 18/02/2019 - 15:40

Éramos jovens e cheios de energia. Conhecemo-nos, encantamo-nos um com o outro e… seguindo a ordem natural das coisas, fomos morar juntos.

Os primeiros anos foram… perfeitos! Jantar fora pelo menos uma vez por semana, sempre a conhecer novos restaurantes. Escapadinhas românticas de dois ou três dias no estrangeiro… Idas frequentes ao cinema ou ao teatro… E muito, muito tempo para namorar.

Com a chegada do primeiro filho, a dinâmica familiar mudou. E com a chegada do segundo, nem se fala! Os desafios aumentaram exponencialmente na nossa família.

Não é fácil gerir o dia-a-dia com dois filhos pequenos (um com sete meses e outro com três anos). E mais difícil ainda é… gerir de forma eficiente o AMOR.

Vou dizer-vos quais são as quatro bóias de salvação que têm impedido a nossa relação de afundar:

1- Perceber que nada vai ser como dantes… e aceitar.

Há quatro anos fizemos a nossa última viagem sem filhos. Fomos a Bruxelas durante três dias. Foi giro, foi intenso. Deu para andar muito, conhecer a cidade de lés a lés e… namorar bastante.

No ano seguinte, já com um filho de oito meses, arrancámos rumo a Paris. Deixámos o bebé em Portugal, em casa dos avós, e preparamo-nos para mais três dias de diversão.

Sabem o que aconteceu? O bebé ficou doente. E nós, a mais de 1500 quilómetros de distância, vivemos dias de ansiedade.

Num momento, eu estava na Torre Eiffel a desfrutar da vista magnífica; no momento seguinte, dirigia-me à enfermaria do hospital da minha terra, onde o Vasco acabou por ficar internado uma semana.

Manter uma relação depois dos filhos é perceber que nada vai ser como dantes.

No que toca a viagens, por exemplo, nos primeiros anos dos nossos bebés vamos viajar menos e visitar locais diferentes (mais seguros e menos exóticos). Caso a viagem se faça sem filhotes… vamos passar grande parte do tempo a pensar ou a falar neles. Isso é um dado adquirido.

É preciso aceitar que não vai haver tanta disponibilidade para jantaradas e que vai haver menos tempo para idas ao teatro/cinema. Perceber ainda que os momentos “livres” para namorar (ou simplesmente, para conversar) serão tão raros como pedras preciosas. Pelo menos, nos primeiros anos das nossas crias.

Os filhos não são encomendas que a gente possa devolver ao remetente. Por isso… quanto mais cedo aceitarmos (e fizermos o luto da nossa vida anterior!) que as coisas se alteraram, mais rapidamente vamos começar a pensar em estratégias para melhorar a (nova forma de) relação.

O amor depois dos filhos continua a existir. Só precisa de ser… reinventado.

2- Não desperdiçar momentos

Há uns anos, no meio de um almoço entre colegas de trabalho em que eu estava presente, um colega confessou que tinha necessidade de marcar numa agenda as ocasiões em que ele e a sua esposa iam fazer amor. Esse colega tinha três filhos, um dia-a-dia muito preenchido e… não queria deixar escapar as oportunidades!

Toda a gente se riu com a situação e acharam que aquela marcação prévia era no mínimo… insólita. Outros, comentaram o facto de tanta organização ser negativa. Porque os momentos de amor querem-se “espontâneos”, disseram.

Agora que tenho filhos, percebo um pouco a ideia deste colega. Nunca fui de marcar na agenda os “momentos de amor”, mas reconheço que se não pensar nas coisas antecipadamente, acabo por desperdiçar uma série de ocasiões que poderiam ser usadas para namorar ou simplesmente para uma boa conversa a dois.

Cá em casa, tentamos não deixar escapar os momentos. É basicamente isto.

3- Rir é o melhor remédio…

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Fotos: D.R.

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