Testemunho real
«Não digam ‘filho adotivo’… digam apenas ‘meu filho’»

Especiais

Esta é a história transversal a muitas famílias que decidem adotar uma criança. O tema «adoção» parece ser ainda um tabu, que é preciso desmistificar.

Qua, 15/05/2019 - 15:20

«Não digam ‘filho adotivo’… digam apenas ‘meu filho’». A frase é da atriz Sandra Bullock e foi dita numa entrevista à revista InStyle, em 2018, mas continua na ordem do dia.
A expressão «filho adotivo» continua nas «bocas do mundo» e choca, principalmente, os pais. A adoção parece ser, nos dias de hoje, ainda um tema tabu.

«Vamos todos referir-nos a essas crianças como ‘nossos filhos’. Não digam, ‘o meu filho adotivo’. Ninguém chama o filho de ‘filho de fertilização in vitro’ ou ‘filho de uma noite no bar’. Então, vamos apenas dizer: ‘as nossas crianças’», referiu a atriz na altura.

Sandra Bullock referiu ainda que, quando se adota uma criança «há um período de veiculação e, se algo der errado, eles têm o direito de levar a criança embora. São seis meses cansativos», continuou.

«Tinha pessoas que olhavam para mim de lado»

A realidade portuguesa não é muito diferente. Lurdes tem 61 anos e há 33 que sabe que o ingrediente mais importante de uma família se chama amor. Não existem laços de sangue com a criança (hoje mulher!) que adotou, mas existem amarras de amor.

Tinha 28 anos quando, depois de anos de tentativas para engravidar, tomou a decisão, juntamente com o marido, de adotar. Joana foi a felizarda – na altura tinha apenas quatro meses.

Foram meses, anos de descobertas e de um amor que cresce a cada dia que passa. «Naquela altura tinha pessoas que olhavam para mim de lado e que não tratavam a minha filha como se fosse minha. Parecia que eu a tinha ‘pedido emprestada’ e que a ia devolver a qualquer momento. Ou seja… as pessoas parecia que não queriam criar laços com a menina», começa por nos contar.

Mas no núcleo mais próximo, essa questão nunca esteve sequer em cima da mesa. «A minha família e os meus amigos mais diretos sempre trataram a Joana como se fosse nossa. Não é do meu sangue, mas é o meu amor maior, que vale mais do que qualquer laço biológico», continua.

Leia, aqui, o artigo na íntegra.

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