Testemunho
Duarte não anda nem fala. Falta de dinheiro impede pais de o ajudarem

Saúde e Beleza

Aos 7 anos, Duarte não anda nem fala e a falta de dinheiro impede os pais de o ajudarem a travar a doença

Qua, 18/09/2019 - 12:44

É o sorriso de Duarte que dá força a Andreia, que nos últimos sete anos tem vivido o seu maior desafio. O filho, o mais novo de quatro irmãos, nasceu com uma síndrome raríssima. Não anda nem fala e os pais não têm dinheiro para todas as terapias.

Quando Duarte nasceu nada indicava o pesadelo que estava para vir. Andreia abriu o coração ao site Crescer e recorda como tudo começou. «No início não notámos nada… Tudo começou quando ele tinha um mês de vida. Começou com tremuras e fui de imediato ao hospital com ele. Só quase dois meses depois de estar internado é que descobriram que as tremuras eram epilepsia.» E tudo mudou desde aquele instante. «A partir daí começámos a notar que Duarte era uma criança especial.»

Andreia Veras tem 40 anos e sempre sonhou em ter uma família grande. Concretizou-o ao lado de Aarão Manuel Crista, de 44. Foi mãe pela primeira vez aos 17 anos. Ana Filipa é a mais velha, com 23 anos. Aarão Eduardo tem 18, Martim, oito, e Duarte, sete.

Qualquer uma das quatro gravidezes foi tranquila. O desfecho da última é que não foi o mesmo. Duarte nasceu com quatro quilos, já de 42 semanas… na ambulância. Mas Andreia não relaciona o problema de saúde do filho com o sucedido. «Não sei se foi por isso… Sei que os bombeiros fizeram o que sabiam. Nessa manhã estive na urgência com contrações e a médica mandou-me embora que estava atrasada, mas já estava com 42 semanas, já era muito tempo. À noite não aguentava mais e chamámos a ambulância», recorda, revelando que não chegaram a tempo ao hospital.


O duro diagnóstico

Para Andreia «não foi fácil» ouvir o duro diagnóstico. «Ninguém está à espera… Fez a eletroencefalografia e passado umas horas a doutora veio ter connosco e disse que era muito grave e tinha de ser transferido para o Hospital Santo António no Porto. Nessa altura disseram que ele tinha a Síndrome do West», recorda. «Só soube da Síndrome Lennox Gastaut mais tarde, quando a doença avançou mais. É um tipo de epilepsia muito grave. Nunca tínhamos ouvido falar e tememos o pior», confessa. «Tememos muitas vezes pela vida dele…»
 

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