Pedro Guedes E Kelly Baron
Explicam por que razão adiaram o casamento

Nacional

Namorados desde há seis anos, Pedro Guedes e Kelly Baron estão mais apaixonados do que nunca e dispostos a dar o próximo passo: primeiro a compra da casa, depois um bebé e por fim... o tão esperado “sim”

Ter, 22/01/2019 - 15:50

São um dos casais mais acarinhados dos portugueses, desde que, há seis anos, os seus caminhos se cruzaram num reality show. Mais apaixonados do que nunca, têm enfrentado algumas provações, nomeadamente a instabilidade profissional no nosso País, mas, juntos, constroem o futuro a dois com fundações sólidas. O casamento, já diversas vezes anunciado, acabou por ficar para um terceiro plano, suplantado pelo desejo da compra de casa e a intenção de terem o primeiro filho em comum. 

Leia a seguir uma entrevista descontraída, com muito carinho e amor a condimentar.

VIP – Já o anteviram em 2015, anunciaram, para 2016... afinal, para quando o casamento?
Pedro Guedes – Estamos a usar o orçamento do casamento para outra coisa... 

Para quê?
PG – Para a compra de casa!
Kelly Baron – Agora, a nossa prioridade mesmo é a compra de casa. E olha como são as coisas! Ao longo do tempo, fomos vendo quais as nossas necessidades e estamos em busca da nossa casa, mesmo definitivamente.
PG – Mesmo na melhor altura, não é? Quando o mercado imobiliário está tão caro...
KB – A nossa decisão passava muito em vir para cá, para Portugal. Como a família do Pedro mora no Porto, vir para cá torna tudo muito mais fácil. Já estamos pesquisando muito e o orçamento que seria para o nosso casamento é para isso. Quanto ao casamento, eu gostaria que fosse aqui, claro, em Portugal. Para a minha mãe era supertop a gente fazer lá, mas eu gostava que fosse aqui, em Portugal, porque seria especial para mim. O Pedro já teve um casamento, mas para mim seria um sonho o primeiro matrimónio decorrer aqui.

E não definiram ainda onde vão ficar a viver: no Porto, na Ericeira ou mesmo em Lisboa...
KB – Eu gosto muito do Porto, e até temos lá os meus amigos, os meus sogros, que são como se fossem os meus pais portugueses. E penso que, quando tiver filhos, tenho de estar mais próxima da família, para ter mais apoio. Como eu não tenho família cá, tenho de me apoiar nos pais do Pedro, pelo que no Porto seria tudo muito mais fácil. Só que a filhota do Pedro está aqui, em Lisboa, e estamos um pouco divididos.

Ela já está com que idade?
PG – Com 11. São grandes amigas; a Kelly e a Gabriela, a minha filha, são as maiores amigas... A nossa situação, de ter alguém que nos ajude, prende-se muito com os nossos horários, que são complicadíssimos.
KB – Nesse aspeto, em Lisboa fico muito sozinha. Ainda bem que o Pedro me acompanha na maior parte dos compromissos, porque é a única pessoa daqui que tenho como companhia.
PG – É engraçado, porque temos dois casais amigos da Kelly, que vieram de Curitiba viver para Portugal, mas estão no Porto....
Eu sei o que está a pesar na balança: a Ericeira tem ondas muito melhores...
KB – A possibilidade de morar aqui seria exatamente na Ericeira. Justamente por causa disso, porque ele tem que estar perto do mar.

E filhos? É agora que eles por aí vêm?
KB – Justamente nessa semana que passou estivemos conversando sobre essa situação. E pensei: assim que a gente tiver casa, anunciamos para a família inteira e já dá para fazer um filho!
PG – Este fim de semana tivemos um casal amigo nosso, do Porto, que ficou na nossa casa, com um bebé, o Kiko, com um ano e dois meses, que é a coisa mais boa!
KB – E eles sempre a perguntarem: “Quando é que vem a criança para brincar com o Kiko?”... E depois o bebé ficou ali na nossa cama, enquanto eles estavam ocupados fazendo outras coisas, e ficámos os três, o bebé, eu e o Pedro... e começámos a conversar de uma forma muito natural sobre o que cada um achava sobre mandar vir um bebé e sobre o casamento. E até porque eu tirei a minha aliança para ir treinar (e perdi-a!) e disse para o Pedro: “Agora, só vou colocar aliança de casamento!” O casamento é uma das nossas prioridades, claro que queremos ter a família toda junta e constituirmos nós a nossa própria família... mas aquilo de que a gente precisa agora, mesmo, é a nossa casa. E, aí, já dá para pensar na encomenda dos bebés e no casamento...

Bom, daqui a uns meses, possivelmente, já estaremos novamente a conversar e eu a perguntar como é a sensação de mudar fraldas...
PG – Reparámos que neste ano que terminou ocorreu mesmo um boom, com muita gente grávida, amigos nossos, pessoal conhecido, parece que toda a gente ficou grávida de repente...
KB – Agora, quando voltarmos do Brasil, já faz uns sete meses que andamos à procura de casa, pelo que essa é a prioridade de início de ano; o bebé vem depois... Até comentámos: “Será que a gente faz o nosso bebé no Brasil? Quem sabe... Será que vai ser português ou brasileiro? Vai falar com sotaque português ou brasileiro? Vai dizer: ‘Oi véio’ para o Pedro?” (Risos.) Eu gostava que ele tivesse sotaque de portuguesinho...

Qual o segredo da vossa relação? O que fazem para continuar tão apaixonados como quando se conheceram naquele Big Brother?
PG – Pois, conhecemo-nos naquela confusão toda, 24 horas juntos e... apaixonámo-nos! E entretanto saímos e ficou melhor ainda, porque não havia tanta pressão.
KB – A nossa relação sempre viveu muito do companheirismo, porque o Pedro sempre foi uma pessoa muito do mar, do surf, muito largado, muito solto e relaxado. A gente conversa muito e ele sabe que, como eu não tenho a minha família aqui, me faz muita companhia, ao mesmo tempo que faz as coisas dele, e sabe dosear tudo isso. Ele é muito companheiro e a nossa relação é sempre com muita conversa, muito diálogo.
PG – A comunicação é fundamental numa relação.
KB – Quando há discórdia entre nós, não viramos as costas um ao outro e vamos embora. Se há qualquer tipo de fúria, conversamos e vemos o que se passa e acabamos por ficar de acordo.
PG – O segredo é esse mesmo... Quando as coisas são boas, não há nada a dizer, mas quando são menos boas é preciso deitá-las “cá para fora”... Há sempre vontade de falarmos um com o outro. Eu posso falar à vontade com a Kelly, estou mesmo à vontade para falar tudo com ela, e isso ajuda, liberta-te daquele peso...
KB – E tem de haver muito respeito mútuo. Nunca nos desrespeitámos um ao outro, nunca nos ofendemos. Se houver alguma coisa em que não estejamos de acordo (que são poucas, foram raras em seis anos...), primeiro acalmamos a fúria, por exemplo os dois fazendo um treino no ginásio, e depois conversamos. Tem de haver cedências...
PG – E existe muito carinho entre nós, o que também é muito importante, o afeto...
KB – E as massagens nos pezinhos... ele dá-me muito carinho! Eu adoro quando ele me massaja! E muitos beijinhos e muitos miminhos... é fundamental, porque sem isso o namoro não dá!
Com os filhos, depois vai ser mais difícil: eles metem-se sempre no meio...
KB – Como quando a gente se está beijando e vem a Gabriela e diz: “Ei, estou aqui!”...

E sobre o ano que agora termina, qual o vosso balanço pessoal?
KB – Para mim, foi um ano muito bom. Começou comigo gravando em Budapeste. Fui para o Brasil no Carnaval, voltei e a minha família veio para cá passar férias em junho, esteve toda cá e foi supermaravilhoso. Guardo sempre essas memórias e fotos. Depois, fui para Budapeste, e ligaram-me para dizer que o programa passaria a ser em Lisboa e gostariam que eu fosse a sua cara e o estreasse cá. Há três anos atrás, quando comecei a gravar, passava muito tempo sozinha lá...
PG – Mas, na altura, a Kelly estava a fazer o mestrado e por isso estava sempre ocupada.
KB – Pois, acabei a minha tese de mestrado e este ano, quando eles me chamaram para vir para cá, numa semana tratei de tudo para estar aqui. O Pedro foi comigo e apoiou-me bastante nessa semana, em que estive sempre correndo. Assim foi muito bom porque, a partir do momento em que vim para cá, houve muitos trabalhos que pude aceitar e não dizer “não”, como acontecia lá em Budapeste. O programa aqui é maravilhoso, com uma equipa de 12 ou 13 pessoas; lá só tinha três ou quatro. Aqui é televisão a sério, como eu digo. Ajudou a ganhar desenvoltura e amadurecimento gravar com tantas câmaras. Sinto-me muito mais confiante para fazer o trabalho e estou muito feliz assim. Lisboa deu-me muitas oportunidades e isso está neste programa, que se chama 1000 à Hora. Continuo com o ritmo biológico completamente ao contrário. Vou para o estúdio à uma hora da manhã, ficamos uma hora e meia no ar, volto para casa e encontramo-nos então... Só que o Pedro continua a surfar e gosta de surfar cedinho, pelo que teve de ceder um pouco...
PG – A Kelly chega às três e meia, quatro, fazemos sempre um lanchinho e vamos para a cama às cinco. Acabo agora por surfar mais tarde...
KB – Isso acabou por ser muito bom no relacionamento, porque ele pensa muito no meu lado. Eu estou trabalhando nesse momento, infelizmente as coisas não foram tão boas nesse ano para o Pedro, foi mais complicado, e ele me apoiou nisso. Da mesma forma que, para mim, já teve tempos muito complicados...

O Pedro, neste momento, faz alguma coisa profissionalmente, para além de ser modelo?
PG – Não. Estive a fazer umas apresentações na SIC, no programa Juntos à Tarde, da Rita Ferro Rodrigues. Tinha lá um espaço, que era o Desafio Gorila, em que desafiava pessoas conhecidas da música e da televisão, do panorama artístico, a concluírem provas de escalada, saltos em queda livre, de paraquedas... Foi muito divertido! Entretanto a Kelly veio para Lisboa, e eu vim com ela, tenho feito desfiles, apresentações... A Kelly, neste momento, tem uma profissão mais estabilizada, eu, basicamente, nunca sei o dia de amanhã.
KB – Eu tenho a minha profissão, sou advogada. Mas para exercer aqui, agora, em Portugal, é muito complicado, tenho que estar cem por cento dedicada a isso, e a televisão é uma coisa de que gosto muito. Enquanto estive em Budapeste, consegui fazer a minha tese de mestrado em Direito e dediquei-me muito ao curso. O que se aprende, a gente nunca vai perder...
PG – Ela acabou o curso e teve logo uma proposta para lecionar na Universidade de Curitiba.
KB – Lá, eles valorizam muito o mestrado concluído no estrangeiro. Mas eu adoro a televisão e acho que, talvez, quando tiver filhos, eu precise de uma rotina de trabalho. Lá, eu posso voltar a advogar, é uma carta na manga que tenho. Esta minha profissão atual é muito instável... Não sei, quando a água começar a bater na bunda e eu precisar mesmo de ter uma coisa fixa, aí vou pensar nisso (risos).
PG – Eu vou investir mais na área de personal trainer. Porque, para além da parte física, de treino e atividade física, também gosto muito de estar com pessoas. Fiz o curso de personal trainer no CEFAD, no Porto. Foi uma situação que surgiu e eu achei que não tinha nada a perder. Se calhar, o futuro vai passar por aí, pelo desporto, pela atividade física, por colocar os outros a mexerem-se, criar atletas, mas sempre com a mira no bem-estar.


E o que vem por aí no vosso futuro, em termos de projetos profissionais?
KB – O programa 1000 à Hora normalmente começa no verão e acaba em dezembro. Desta vez vai estender para janeiro, só que, como vou para o Brasil, pensei e priorizei: “O ano passado passei o Natal aqui, não tem dinheiro que pague estar com a família.” Por isso, como não trabalho, não recebo, mas abri mão do ordenado para estar com a minha família. O projeto continua até janeiro, eu volto em meados do mês para dar seguimento ao programa. Só que ele pode acabar antes, pelo que ainda não sei como vai ser o futuro, estou expectante... No ano passado, em fevereiro, eu já sabia que isso iria acontecer, agora tenho uns trabalhos agendados para essa altura. Vou ser rainha do Carnaval de Figueiró dos Vinhos e, pela primeira vez, passo o Entrudo aqui em Portugal. Vou sentir falta do calor de lá...
PG – Em termos de projetos, estava à espera da concretização de um projeto televisivo, mas ainda não sei se vai acontecer... E, assim, decidi: vou para o Brasil passar o réveillon, porque nos últimos cinco anos era para ir e tive de trabalhar. Adoro a família da Kelly, já nos conhecemos há muitos anos e, lá, sou recebido de braços abertos.
KB – Vai ter jantares, vai ter churrasco... A minha família é muito grande e, por isso, cada dia da semana vai ser um jantar diferente... O Pedro vem dez quilos mais gordo!
PG – A primeira vez que fui, parti com 79 quilos, vim com 91... e a treinar!
KB – Eu prefiro muito mais a comida daqui. Adoro bacalhau, polvo, marisco... Até fico mais gordinha aqui do que no Brasil, se não me controlar. 
 

 

Texto: Luís Peniche; Fotos: José Manuel Marques; Produção: Zita Lopes; Cabelos e maquilhagem: Marta Cruz, António Cortez Atelier e Jorge Matias   

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