Numa noite de diversão e, sobretudo, de muita música, Rui Unas lançou a sua autobiografia ficcionada: Nascido e Criado na Margem Sul. O evento aconteceu na discoteca Ondeando, em Corroios – o espaço noturno de ritmos africanos mais badalado da Margem Sul e no qual o ator foi “muito feliz” nos tempos de juventude –, e contou com o apoio de vários amigos e colegas de trabalho, que ali se deslocaram para apoiar esta estreia literária, que marca uma data importante na vida de Rui Unas.

O livro demorou, praticamente, dois anos a fazer. Mas, a dada altura, decidi que deveria demorar mesmo dois anos para coincidir com os 40 anos da minha existência. E é uma forma também de presentear todos os que me acompanham já há algum tempo”, revelou o autor, orgulhoso e sorridente.

E se, profissionalmente, é conhecido no País inteiro, no que à vida pessoal diz respeito sempre foi bastante reservado. Daí que esta obra seja uma biografia com muita ficção à mistura. Ao ler o livro é possível ficar a conhecer histórias e relatos da vida de Rui Unas, passada na Margem Sul, que se entrelaçam com momentos fictícios e humor, sem distinção entre a realidade e a ficção: “Arranjei uma fórmula que é juntar a ficção com a realidade. Há episódios que são completamente verdade, outros que são completamente inventados, outros que são uma mistura. Utilizo também todos os preconceitos e clichés que a Margem Sul tem e faço humor com isso.”

Como não poderia deixar de ser, o humor esteve sempre presente no lançamento e, ao longo da noite, Rui Unas, César Mourão, Filipe Vargas, Diana Chaves e Luciana Abreu deixaram-se contagiar pelos ritmos de kizomba e foram ocupando a pista de dança. Apenas João Manzarra resistiu a esta sonoridade africana e não exibiu os seus dotes de bailarino.

Texto: Laura Ribeiro Santos; Fotos: Filipe Brito

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