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O adeus a Mário Jacques

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O ator, tio de Cláudia Jacques, faleceu após uma intervenção cirúrgica ao coração e o corpo foi cremado em Lisboa

Sex, 06/02/2015 - 00:00

Foi no Palácio das Galveias, no Campo Pequeno, em Lisboa, que a família, os amigos e os colegas de Mário Jacques se juntaram para o último adeus ao ator, que faleceu de forma inesperada no passado dia 25 de janeiro, depois de ter sido submetido a uma operação ao coração. 

 

“Ele tinha um problema cardíaco, foi operado e, tecnicamente, a operação correu bem, mas depois, durante a noite, ele não resistiu”, esclareceu Cláudia Jacques, sobrinha do falecido ator, quando chegou ao velório. Parca nas palavras e consternada, a relações-públicas lamentou: “Ele vivia em Lisboa e nós no Porto. Por isso, não estava tantas vezes com ele quantas gostaria. Custa-me. Neste momento, o meu pai já só tem um irmão e partiram todos com o mesmo problema”.

 

O momento começou por ser íntimo e estavam presentes quase só elementos da família. Para Sérgio Jacques, o filho, e as três netas, a despedida foi dolorosa e as lágrimas substituíram as palavras.

Mais tarde, pouco tempo antes de o corpo ser transportado para o cemitério do Alto de São João, onde foi cremado, aquele local encheu-se de nomes sonantes da ficção nacional. O ator Luís Alberto, por exemplo, não quis deixar de prestar a sua homenagem e, com as lágrimas nos olhos, afirmou: “O teatro português fica mais pobre e perde uma pessoa importante”. De facto, Mário Jacques foi uma personalidade de relevo no teatro português. Além de ter recebido vários prémios, foi coordenador da Direção do Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos entre 1985 e 1993 e, nos quatro anos seguintes, assumiu a presidência da Assembleia Geral. Aliás, Maria Emília Correia salientou essa vertente mais política do colega. “Vou recordá-lo como um ser político e um homem íntegro, leal, forte, honesto”, disse a atriz, comovida.  

 

  Texto: Laura Ribeiro Santos; Fotos: Filipe Brito e Jorge Firmino 

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