Era o atual Marquês de Fronteira, um título criado em 1670 pelo rei Afonso VI. Tinha 69 anos e morreu vítima de doença prolongada.

O corpo de Fernando de Mascarenhas esteve em câmara ardente no Palácio Fronteira, em São Domingos de Benfica, em Lisboa, e nas cerimónias fúnebres estiveram presentes vários amigos e aristocratas.

Fernando de Mascarenhas, que tinha direito ao uso do título de Dom, era um dos nomes maiores da nobreza portuguesa. Herdeiro de um verdadeiro legado histórico, cujo expoente máximo é o Palácio Fronteira,

Nasceu em 1945 e era licenciado em Filosofia e foi professor na Universidade de Évora. Gostava de tertúlias, de fado e de fazer joias. Apesar de aristocrata, considerava-se um liberal de esquerda e os conservadores monárquicos referiam-se a ele como “marquês vermelho”, tudo porque a sua casa foi palco de reuniões clandestinas contra António Salazar e Marcelo Caetano.

Hoje, o palácio, que pertence à Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, continua a ser palco de eventos culturais, pode mesmo ser visitado e é Monumento Nacional desde 1982. Além do título de marquês de Fronteira e de Alorna, Fernando de Mascarenhas era conde da Torre. Ostentava ainda a comenda da Ordem da Liberdade, atribuída pelo então Presidente da República Mário Soares. Como não tinha filhos, o marquês publicou, em 1994, Sermão ao meu sucessor, onde designa António de Mascarenhas, conde de Coculim, como seu herdeiro

Texto: Alberto Madeira Miranda; Fotos: Jorge Firmino e DR

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