David Carreira
“No início, sentia-me muito sozinho em Paris”

Famosos

O cantor recebeu a VIP na capital francesa e revelou os seus novos projetos

Qui, 06/11/2014 - 00:00

O cantor não esconde que 2014 foi o ano mais importante da sua vida, apesar de todas as dificuldades. David Carreira fala do que o futuro lhe reserva e conta como têm sido estes últimos meses. Quanto a namoradas, continua disponível.

VIP – Está a ter sucesso em França. Alguma vez, nos seus melhores sonhos, pensou que isso viria a acontecer?
David Carreira –
Esta experiência, de estar a fazer um álbum, dura há um ano e meio, quase dois. E só saiu há mês e meio. Foi um grande desafio sair de um país onde já tinha um ninho feito, um grupo de fãs fiel, onde já estava mais estável, e arriscar num mercado novo, onde ninguém sabe quem é o David Carreira e o apelido Carreira não é conhecido. É um risco enorme. Era importante, a nível pessoal, começar do zero. Quando comecei a fazer os festivais em França, percebi logo as diferenças, pois em Portugal era cabeça de cartaz, aqui as pessoas não fazem a mínima ideia de quem sou e tenho de cantar para cinco ou seis mil pessoas que estão ali para ver o outro cantor. Começo a pensar: o que vou fazer para puxar por esta malta que não me conhece e não está aqui por mim? Isso deu-me garra para querer aprender mais, rodear-me de pessoas que me fazem evoluir em tudo, seja na dança, na música ou na representação.

Voltou a sentir-se inseguro?
Voltei. E foi uma das razões que me levou a aceitar participar no Dança Com as Estrelas. Percebi que as alturas em que faço as coisas mais bonitas são aquelas em que me sinto inseguro e arrisco, saio da minha zona de conforto. E, às vezes, acaba por ficar brutal.

Quais as diferenças entre a realidade francesa e portuguesa?
A dimensão. O mercado é muito maior, há mais trabalho e formas de evoluir. Há mais concertos, álbuns, vendas, público. Esta metrópole reúne todos os grandes artistas mundiais: Jay-Z está cá a viver com a Beyoncé, o Kanye West vem cá, às vezes, gravar. Os grandes cantores acabam por deixar cá o seu conhecimento e as suas influências.

Sente-se sozinho?
Agora já não, mas, no início, sentia-me muito sozinho. Não digo que passei mal, mas foi muito complicado, pois tinha os meus hábitos e tive de criar novos hábitos.

Alguma vez quis desistir?
Não. Nunca pensei nisso porque não sou assim. Mas foi complicado. Cheguei a voltar, nem que fosse só por três dias, para Lisboa, para respirar um pouco.

Está a viver sozinho?
Sim, sozinho.

Ser muito conhecido num país e ser um quase anónimo noutro, deve baralhar um pouco...
Sim, sim. Há uns dias, em Portugal, esqueci-me de onde estava. Marquei um encontro de trabalho em frente de uma escola e, quando a outra pessoa chegou, eu já estava no meio do pessoal todo. Mas é giro porque me contam algumas histórias. Uma miúda tinha até uma tatuagem a dizer DC.

E que projetos tem até ao final do ano?
Estamos ainda no lançamento do álbum, o Prémio Revelação sai em dezembro, depois estou a pensar fazer um musical, que deverá começar em setembro e que me vai ocupar um ano. Ainda não é certo, mas é uma forte possibilidade. Mais um álbum português e duas digressões, uma em França, outra em Portugal.

E é verdade que também escreve os seus próprios videoclipes?
É. Normalmente, quando escrevo uma música, penso ao mesmo tempo numa ideia para o videoclipe. Depois, vou ter com um realizador, digo-lhe qual é a minha ideia, peço-lhe a opinião e chegamos a um resultado final.

Vamos ver o David a escrever os videoclipes do Mickael e do Tony Carreira?
[risos] Por acaso, ando a falar com o meu pai sobre isso. Já lhe disse que vou realizar um videoclipe dele.

E qual foi a reação?
Ele gostou da ideia, disse que sim. Eu disse-lhe isso meio a brincar, mas a verdade é que adoro tudo o que se relaciona com cinema e imagem.

O seu pai disse-nos que a competição do futebol foi importante para a carreira na música.
O futebol deu-me rigor e disciplina. Na véspera de um jogo, não podia sair à noite. Deu-me uma visão de equipa e vejo isso em tudo o que faço. Os músicos, os bailarinos... todos na mesma equipa estamos a trabalhar para o mesmo resultado.

Com isto tudo, onde é que ficam as namoradas? Tem tempo?
Ainda estou disponível.

Texto: Humberto Simões; Fotos: Zito Colaço

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