Filipa Gordo
“Não há mães perfeitas”

Famosos

Sente orgulho por as filhas, Constança e Aurora, também não serem perfeitas

Sex, 02/05/2014 - 00:00

Entre a carreira de atriz e o restaurante Senhor Vinho, Filipa Gordo escolheu, há uns anos, a casa que continua a gerir com os pais, Maria da Fé e José Luís Gordo, e a irmã, Rita Gordo. Aos 40 anos, deu uma nova oportunidade à sua paixão e participou na novela Os Nossos Dias, na esperança de reatar com o seu primeiro amor, mas admite que casou para sempre com o património familiar. Mãe de Constança, de oito anos, e de Aurora, de quase cinco, admite, a propósito do Dia da Mãe, que o papel de mãe nem sempre é fácil. O 4 de maio, esse, é apenas mais um dia do calendário onde todos os dias cumpre a sua missão. 

 

VIP – Antes de mais, como vai passar o Dia da Mãe?  

Filipa Gordo – Não sei se vou estar com uma ou com as duas, porque são de pais diferentes. Com a mais nova tenho guarda partilhada, uma semana com cada um, mas a mais velha está comigo a tempo inteiro porque o pai está no Algarve. Se estiver com as duas, provavelmente faço qualquer coisa, mas confesso que não sou muito ligada a estas efemérides. Faço as coisas conforme me dá vontade. Não fico especialmente triste se não puder estar com as duas nesse dia. Eu sou mãe todos os dias e não uma vez por ano. 

 

Que tipo de mãe é?

Costumo dizer que sou um paradoxo: há alturas em que sou demasiado preocupada e outras em que sou muito descontraída. Acho que as crianças têm de fazer tudo, temos de as deixar experimentar, cair, magoarem-se, levantarem-se... não vale a pena colocá-las em redomas, senão crescem inseguras e mimadas. Os filhos não são nossos, a partir do momento em que saem do nosso útero pertencem ao mundo e cabe-nos fazer o máximo para que cresçam o melhor possível, mas somos apenas seres humanos, com coisas boas e coisas más. Ninguém é perfeito, não há mães perfeitas, tal como não há filhos perfeitos.

 

E elas, que tipo de filhas são? 

É tipo cão e gato, são a antítese uma da outra. A mais velha é um furacão, é muito elétrica, às vezes quase me leva à exaustão; a mais nova é muito mais calma, mas acho que são ambas muito bem-dispostas e, sobretudo, felizes. 

 

O facto de viverem três mulheres juntas não torna as coisas complicadas?

Às vezes, parece uma casa de malucos, tenho de desatar aos gritos. De vez em quando já se unem contra mim. Apesar de não ser exatamente mãe solteira, às vezes não é fácil. 

 

Como gere isso, dois ex-companheiros, com duas personalidades?

Tento conciliar os fins de semana de ambos. Entendo-me muito bem com o pai da mais velha; com o pai da mais nova nem por isso, mas foram situações diferentes. Tento ter um fim de semana por mês para mim. Às vezes, apetece-me ficar em casa sem fazer nada, outras aproveito para estar com amigos. 

 

Como gere essa vida profissional, com vários projetos e com a vida familiar?

Conto com a ajuda da minha empregada, a Ângela, que cuida de tudo, porque trabalho à noite no Senhor Vinho. Também contei com a ajuda dela nas gravações de Os Nossos Dias. Se não fosse ela, há muita coisa que não poderia fazer. 

 

Leia a entrevista completa na edição número 876 da revista VIP

 

Texto: Elizabete Agostinho; Fotos: Bruno Peres; Produção: Zita Lopes; Maquilhagem e cabelos: Vanda Pimentel com produtos Maybelline e L’Oréal Professionnel

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