áustria
Na terra de Sissi

Viagens

O passado imperial de Viena
funde-se com a modernidade

Qui, 23/10/2014 - 00:00

O passado imperial austríaco continua bem presente na cidade de Viena. A cada passo que se dá pela cidade – a melhor forma de conhecer o centro histórico da capital da Áustria é a pé – somos arrebatados por majestosos monumentos.

O Palácio Imperial de Hofburg, residência oficial dos Habsburgo, soberanos da Áustria entre 1278 e 1918, é um desses magníficos exemplos. Aqui foi a morada da mítica imperatriz Sissi, mulher do imperador Francisco José I, que inspirou filmes que contaram com a icónica atriz da Sétima Arte europeia Romy Schneider como protagonista. Este palácio foi também o berço em 1755 de Maria Antonieta, arquiduquesa da Áustria e mais tarde rainha consorte de França.

Apelidado de “Versailles austríaco”, o Palácio de Schönbrunn, residência de verão dos Habsburgo, também merece uma visita. Ao passear por Viena poderá constatar que é uma cidade muito organizada, segura e limpa. Existem inúmeras ciclovias para aqueles que preferem deslocar-se de bicicleta, sendo que a cidade dispõe de uma boa rede de transportes públicos que contempla o metro, autocarros e comboios. Os jardins e os parques são muito procurados nos dias de bom tempo e facilmente nos cruzamos com pessoas a pintar ao ar livre, deixando-se inspirar pelo museu a céu aberto que é Viena. Não é por acaso que existe uma área chamada MuseumsQuartier (quarteirão dos museus), onde estão localizados alguns dos mais imponentes museus.

A praça Maria Teresa, em homenagem à imperatriz Maria Teresa, separa o Museu da História Natural do Museu de História de Arte. Do outro lado da rua fica o Museu Leopold, onde pode apreciar o famoso quadro Retrato de Wally, do pintor austríaco Egon Schiele, do movimento Expressionista. Recorde-se que esta obra-prima foi comprada pelo museu por 14,7 milhões de euros depois de uma longa batalha legal ligada a expropriações de arte feitas durante o regime nazi.

No mesmo quarteirão está o Mumok, que é o Museu de Arte Moderna (Museum Moderner Kunst). Mas é o pintor austríaco Gustav Klimt quem é a grande referência e nas lojas de souvenirs até se vendem pequenas réplicas nos mais diversos formatos – cadernos, blocos de notas ou ímanes – de um dos seus mais famosos quadros: O Beijo. Para admirar esta obra-prima terá de visitar o Palácio Belvedere, onde também funciona o Museu Belvedere, que fica um pouco afastado do centro.

A Catedral de Santo Estêvão merece igualmente uma visita. O ponto mais alto da torre da igreja atinge os 137 metros de altura. A ópera e a música também têm uma forte presença. Franz Schubert e Wolfgang Amadeus Mozart são dois dos mais famosos compositores austríacos, e é possível visitar a casa onde Mozart viveu em Viena.

Texto: HMC; Fotos: Paula Alveno e Thinkstock

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