José Cid
"Menino Prodígio" é apresentado hoje

Nacional

Novo disco do cantor é autobiográfico e regressa às raízes

Qua, 08/04/2015 - 00:00

"Nos anos 70, sem se aperceber, Portugal teve um dos maiores rockers mundiais. Quarenta anos depois, Menino Prodígio vem comprovar essa ideia". Estas são as palavras de José Cid sobre o seu novo álbum, hoje apresentado à Imprensa em concerto lisboeta só para convidados e onde se esperam muitos dos compagnons de route deste artista que, aos 73 anos, continua a esgotar lotações por todas as salas por onde passa.

Este é um álbum há muito tempo projetado pelo músico, cantor e compositor, que irá surpreender muita gente, devido à sua sonoridade marcadamente rock, onde Cid não se coíbe de gravar uma versão de um original dos Aerosmith, I Don't Wanna Miss a Thing.

Gravado ao longo do ano passado, nos estúdios da Acid Records, a etiqueta do artista, Menino Prodígio conta com 12 originais, para além da versão dos Aerosmith, um deles (Rock Rural) gravado ao vivo no Campo Pequeno, em Lisboa.

Para José Cid, "Menino Prodígio entra na área da objeção de consciência, mas levada para o rock e isso é muito o que o Quarteto 1111 fez, com dezenas de canções censuradas pelo regime. Uma delas é Blá! Blá! Blá!, que agora incluo neste disco".

O título do álbum deriva de um epíteto que o próprio José Cid teve de gerir ao longo da sua carreira. Era o que lhe chamavam os amigos dos pais quando era criança, pois aos três anos já tocava piano...

Texto: LP; Foto: DR

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