Madeira
Beleza pura no meio do Oceano

Viagens

Passear, aguçar os sentidos na gastronomia e absorver a riqueza patrimonial vai parecer difícil de fazer em apenas sete dias

Qua, 21/10/2015 - 15:40

Conhecida pela sua rica gastronomia, belas paisagens de um verde luxuriante e pela arte de bem receber os turistas, a ilha da Madeira, descoberta em 1419 por João Gonçalves Zarco, Bartolomeu Perestrelo e Tristão Vaz Teixeira, é um verdadeiro jardim plantado à beira-mar com maravilhas por descobrir. A 980 km de distância de Lisboa e a apenas uma hora e um quarto de viagem de avião, a Pérola do Atlântico, como é designada, é uma excelente escolha para aqueles que pretendem descansar e retemperar energias num ambiente de total descontração e cosmopolita, em perfeita sintonia com a Natureza e a um preço mais acessível que outros destinos mais distantes.

A oferta de hotéis é variada, indo ao encontro de todos os gostos e carteiras, podendo optar por ficar hospedado em diferentes pontos da ilha à medida que a percorre. A melhor forma de conhecer a Madeira, com cerca de 740 km2, é de carro. A s vias rápidas permitem a fácil deslocação e a vantagem de poder aventurar-se por locais menos explorados e que os transportes públicos não alcançam. Exemplo disso é conseguir chegar ao Parque Florestal das Queimadas, no concelho de Santana, o ponto de partida para uma caminhada pela levada do Caldeirão
Verde. O percurso de 6,5 km (ida e regresso) é feito através da Laurissilva da Madeira, floresta primitiva que resistiu a cinco séculos de povoamento. O passeio é recompensador,
pois no final do percurso a paisagem é de cortar a respiração. Uma cascata 100 metros de altura destaca-se, formando um lago verde-esmeralda cristalino que cintila com os raios do Sol.

No centro do Funchal, cidade que deve o seu nome à abundância da erva de funcho, vale a pena visitar o seu património mais emblemático, que passa pela Sé Catedral, igreja mandada construir por D. Manuel I. Pertence à diocese uma cruz processional em prata do início do século XVI, uma obra-prima da ourivesaria portuguesa de estilo manuelino, podendo ser apreciada no Museu da Arte Sacra. O Palácio de São Lourenço junto à Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses, que é a atual residência do ministro da República para a Região Autónoma da Madeira, merece igualmente uma visita. Está classificado como Monumento N acional Público e no passado serviu de fortaleza contra os ataques dos corsários, à semelhança do Forte de São Tiago, onde hoje funciona o Museu de Arte Contemporânea.

A caminho da costa norte da ilha passe pelo Estreito de Câmara de Lobos e coma uma deliciosa espetada acompanhada por milho frito e uma cerveja Coral. O restaurante Santo António e As Vides são dos mais procurados pela qualidade da comida. Siga em direção à Serra de Água, no concelho da Ribeira Brava, e prove a tradicional poncha da madeira, bebida feita à base de aguardente de cana. Prossiga até S. Vicente, fazendo uma visita às grutas vulcânicas, que são o resultado de uma erupção há 890 mil anos. Continue o caminho até chegar ao Porto Moniz e se o tempo estiver bom não se acanhe em dar uns mergulhos nas piscinas naturais, umas das mais belas de toda a região.

No dia seguinte aventure-se pelo interior da ilha e vá até ao Curral das Freiras, uma pequena vila no fundo de um vale rodeado de altas montanhas e siga depois em direção ao Pico do Areeiro, o terceiro mais alto da Madeira com 1818 metros. Nos dias de Inverno rigoroso chega a cair neve. O Pico Ruivo é o ponto mais alto da ilha e é a terceira montanha mais alta de Portugal. Mesmo nos dias de bom tempo poderá ver-se envolvido no meio das nuvens, ficando com a sensação que está a entrar numa dimensão celestial.

Regressando a paragens mais terrenas, poderá partir em direção à zona Este da ilha e visitar as cidades de Machico, Caniçal, onde poderá comer bodião grelhado, um dos peixes mais apreciados pelos madeirenses, e a vila do Santo da Serra. Ter aulas de golfe ou até mesmo jogar no Clube de Golfe Santo da Serra poderá ser uma boa forma de encerrar em estilo os dias de férias.

Texto: Helena Magna Costa; Fotos: Impala e Thinkstockphotos

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