Leonor Poeiras
Filho da apresentadora foi “espancado por um colega com um tronco”

Nacional

Em 2019, Leonor Poeiras surgiu na antena da TVI após ter sido informada “de que o seu filho havia sido espancado por um colega”. O caso é descrito no processo da apresentadora contra o canal.

Qui, 03/02/2022 - 21:40

O confronto entre Leonor Poeiras e a TVI em tribunal promete dar que falar. A apresentadora interpôs um processo judicial contra a estação, na sequência de ter sido dispensada ao fim de 17 anos de ligação profissional, e exige agora uma indemnização na ordem de um milhão de euros. Na sua defesa, acaba por ser relatado um episódio em que a vida profissional se sobrepôs à pessoal, mais concretamente a um caso de violência de que, segundo a comunicadora, o filho foi alvo em ambiente escolar.

Tudo terá acontecido na noite de 15 de março de 2019, quando Leonor Poeiras foi ao “Jornal das 8”, mais concretamente à rubrica que José Eduardo Moniz assinava naquele noticiário, “Deus e o Diabo”, para publicamente defender o programa que na altura conduzia na TVI. “Quem Quer Casar Com o Meu Filho?” estava a ser alvo de duras críticas na sociedade civil, o que terá mesmo contribuído, juntamente com as baixas audiências, para o seu fim antecipado.

No processo, que a TV Mais consultou, é descrito que a apresentadora foi chamada para sair em defesa do programa e do canal pouco tempo depois de ter sido informada “de que o seu filho, António, de 11 anos, havia sido espancado por um colega com um tronco de árvore”. Vestindo a camisola da estação, como sempre diz ter feito, Leonor Poeiras surgiu em antena, mesmo com o problema em que o seu filho teria acabado de se ver envolvido.

Resultado: a apresentadora viu a sua imagem ser “autenticamente chacinada no meio televisivo e nas redes sociais pela primeira e única vez na sua carreira e tudo isso determinou que se sentisse profundamente maltratada”.

Este é um dos muitos pontos relatados na defesa de Leonor Poeiras no processo judicial que esta coloca contra a TVI. Nele, a apresentadora aponta o dedo a Nuno Santos, na altura o Diretor de Programas, que lhe terá comunicado que “não havia mais trabalho” para ela, aconselhando-a a procurar soluções noutros canais. Contudo, a estação de Queluz de Baixo garante que “é absolutamente falso que tenha dito que a TVI não tinha mais trabalho” para a comunicadora, “ou que houvesse uma qualquer intenção de revogar um contrato, que nem sequer existia”.

Para justificar a indemnização no valor de 1 milhão 286 mil 608 euros e 20 cêntimos que é pedida ao canal, “foram calculadas a indemnização de antiguidade, as remunerações que deveria ter auferido desde a data do seu despedimento até ao trânsito em julgado de decisão, as diferenças salariais entre o que devia ter recebido e o que efetivamente ganhou, bem como os subsídios de férias e Natal que nunca foram pagos no passado, e ainda uma indemnização por danos morais”, escreve a mesma publicação.

Texto: Dúlio Silva; Fotos: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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