Inês Simões E Filipe Salgueiro
Juntos no teatro, partilham o mesmo desejo em relação à carreira

Famosos

Leia aqui a entrevista que deram à VIP

Sex, 05/12/2014 - 00:00

Juntaram-se em Amantes de Fresco, uma divertida peça que foi o mote de conversa com a VIP. E, depois do sucesso deste espetáculo, Inês Simões e Filipe Salgueiro voltam a trabalhar juntos em Ménage, uma crónica de costumes que vai estar em cena, durante o mês de dezembro, no Hotel Ever, na Costa de Caparica. Entre outras coisas, os atores, que desejam voltar a trabalhar em televisão, revelam à VIP como tem sido trabalhar em conjunto.

 

VIP – Como surgiu a oportunidade de trabalharem em conjunto?

Inês Simões – Sempre tivemos alguns amigos em comum mas foi quando assisti a um espetáculo do Filipe que surgiu o convite por parte dele, o qual eu aceitei de imediato.

 

É a primeira vez que trabalham juntos?

IS – Sim e não vamos ficar por aqui. Estamos a gostar muito de trabalhar juntos e espero que continuemos. Aliás, já temos mais um projeto.

Filipe Salgueiro – Temos imensa química! Tanta que já desenvolvemos outros projetos mais pequenos. Já não vivemos um sem o outro [risos].

 

Como é trabalhar em conjunto?

IS – Gosto de trabalhar com ele. É criativo e gosta de improvisar. Gosto de pessoas assim.

FS – Somos ambos muito pró-ativos e fazemos tudo ao mesmo tempo. Temos noções de espetáculo muito idênticas e somos muito rigorosos, o que torna tudo mais estimulante. A Inês é muito intuitiva, tem uma sedução muito inteligente e é muito direta.

 

Amantes de Fresco é um nome forte. Foi uma boa forma de atrair o público?

IS – A peça é muito divertida e com alto astral. É disso que o nosso País precisa. De rir. É uma comédia leve.

FS – Sim, brinca com o cliché casados de fresco. Fala da história de uma relação extraconjugal e das diferentes formas de amor nos tempos modernos.

 

Acreditam que as pessoas vão rever-se na peça, em termos das suas vidas amorosas?

IS – As pessoas não querem assumir certos comportamentos amorosos perante a sociedade, mas a realidade é que cada vez existem mais “desvios” na vida amorosa e social de vários casais.

FS – Sim. Todos nós dizemos que, numa relação, não controlamos o telemóvel do outro, mas, na primeira oportunidade, deixa lá dar uma espreitadela... E quem não conhece alguém que tenha seguido o namorado até ao trabalho ou que tenha dito que ia para casa com dor de cabeça e foi para o café beber uns copos com os amigos? A peça fala destes clichés todos e estão sempre a acontecer coisas, tudo ao mesmo tempo. Acabamos muito cansados mas felizes.

 

E vocês reveem as vossas relações enquanto atuam?

IS – O Filipe faz de Carlos Xavier,  um jogador de futebol da terceira divisão. Por isso, encontro algumas semelhanças [risos]. Mas é, acima de tudo, uma comédia com muitas situações da nossa vida, ou que já vimos acontecer nas vidas de outras pessoas.

FS – No meu caso, é complicado porque existem imensas referências. Mas é uma peça feliz, positiva, passa a mensagem subjacente de que o amor, seja qual for a forma, acaba for resolver tudo. Por mais complexo e complicado que seja.

 

Pegando no nome do espetáculo, consideram-se bons amantes?

IS – Essa pergunta devia ser feita aos respetivos [risos]. Mas sou uma eterna apaixonada e romântica. Acho que cada vez é mais difícil encontrarmos uma pessoa que nos faça feliz e que nos complete. Desde que fui mãe, sinto que os homens se assustam com essa questão, sobretudo quando não têm filhos.

FS – [risos] Sim. Sou extremamente romântico, sem ser picuinhas. Acho que falar de sexo, hoje em dia, tornou-se banal, e falar de amor passou a ser tabu. Estar apaixonado e partilhar a vida com alguém é das maiores coisas que podemos fazer enquanto estamos vivos. Sou muito apaixonado pela vida. Acho que isso faz de mim um bom amante [risos].

 

Acreditam que é num palco que um ator revela o seu verdadeiro talento?

IS – Num palco, o ator tem mais margem de manobra para explorar a sua personagem e consegue ter um contacto mais direto com o público, nomeadamente a sua reação imediata. Considero esse contacto muito gratificante para um ator. Vivemos do público, dos aplausos.

FS – Sim, para mim, a verdadeira essência de atuar passa pelo palco. Adoro televisão, mas é outro tipo de registo.

 

Amantes de Fresco correu tão bem que já têm um novo projeto...

IS – É verdade. Vai estrear a peça Ménage, que fazemos em conjunto com a atriz Isabel Guerreiro.

FS – É um projeto que pretende ser despropositado, descontextualizado. Por isso, nunca será igual... Somos três e o nome pareceu-nos bem [risos].  Porque, na realidade, é a salada de vida de todos nós. É uma crónica de costumes.

 

Para quando o regresso à televisão?

IS – Ora, aí está uma boa pergunta! Tenho muitas saudades da televisão, tenho feito alguns contactos com as produtoras, mas sempre sem sucesso. Fico triste quando nem uma oportunidade de casting tenho. Gostava muito de regressar à televisão e não desisto.

FS – Também tenho muita vontade de fazer televisão. É um registo frenético e muito interessante. As novelas que fiz, e os telefilmes, não só cá como fora de Portugal, deram-me registos diferentes e gostava de abraçar um projeto assim. Vamos ver. A sorte de um ator é poder representar até ao final da sua vida. 

 

Texto: Bruno Seruca: Fotos: Bruno Peres; Produção: Nucha; Maquilhagem e cabelos: Vanda Pimentel com Produtos Maybelline e L’Oréal Professionel

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