Jessica Athayde
Ainda tem crises de anorexia nervosa: «Doença para a vida»

Nacional

Jessica Athayde consegue reconhecer os «primeiros sinais» de uma crise de anorexia nervosa, mas «precisa dos outros para a ajudar».

Dom, 22/12/2019 - 18:30

Jessica Athayde esteve no programa Era o Que Faltava, na Rádio Comercial, esta sexta-feira, e voltou a mostrar ser uma mulher sem papas na língua ao revelar os sintomas que tem quando a anorexia nervosa tenta apoderar-se dela e o que fez para a combater.

Em conversa com os locutores Rui Maria Pêgo Ana Martins, explicou que a doença, que «tomou conta» da sua adolescência, é «para a vida» e que, apesar de nos dias de hoje já não ser a «batalha» que era, consegue reconhecer os «primeiros sinais» de uma recaída e atuar de imediato.

Recorde-se que foi um desfile em fato de banho para a Cia.Marítima na Moda Lisboa, em 2014, que espoletou a exposição da sua doença. Na época, Jessica enfrentou críticas quanto à sua forma física. «Quando fui desfilar nunca pensei que a minha vida iria mudar radicalmente, mas a verdade é que mudou. Aquilo tocou num lado muito pessoal meu», disse, agora, a ex-companheira de Diogo Amaral. Cerca de dois meses depois desse caso, revelava ter sofrido de «anorexia nervosa» e nunca mais deixou de alertar para o tema – lançou, em março de 2015, o livro Não Queiras Ser Perfeita.

«Estou muito mais magra agora»

Facto é que, depois de ter engordado «imenso» durante a gravidez, Jessica perdeu os quilos que ganhou durante a gestação e está agora «muito mais magra» do que antes desta. «Tenho amigas que já me perguntaram se eu ando a comer. Eu não brinco com isso. Quando sei que estou a caminhar para ter uma crise de anorexia, sou a primeira pessoa a pegar no telefone e a ligar para quem tenho de ligar para me ajudar. Não é o caso. Eu ando a comer que nem uma lontra. Fiz análises e tenho uma ténia, o que pode acontecer depois de uma gravidez», indica.

Ainda assim, e exatamente por ser uma «doença para a vida», Jessica frisa que «o primeiro sinal» de que pode estar a ter uma crise é quando não consegue «engolir nada». «É quando comer se torna uma coisa difícil. Começo logo a beber batidos. Quando se para de comer, não se pode deixar passar muito tempo, porque se se deixa, isso toma conta da nossa vida. Consigo ter noção de quando preciso de ajuda, mas preciso dos outros para me ajudar», sublinha.

Essa ajuda passa por uma psicóloga com quem fala «muito» e por medicinas alternativas, de que é adepta há anos, como terapia quântica e acupunctura.

E são estas crises recorrentes? «Quando era mais nova eram mais. Era dramático. Agora, por vezes, em situações de extremo stress, ainda vou por aí», confessa.

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Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: reprodução redes sociais

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