Bárbara Taborda
"Finalmente vou ter o homem da minha vida"

Nacional

Mãe solteira, a relações públicas está curiosa com a chegada de Benjamim, o seu segundo filho

Sex, 15/05/2015 - 00:00

Aos 39 anos, recebeu uma surpresa que lhe virou a vida do avesso, mas não hesitou na hora de tomar uma decisão. Bárbara Taborda está quase a ser mãe pela segunda vez, desta vez de um rapaz, Benjamim, que vem juntar­-se a Constança, de oito anos. Sabe que vai ser mãe solteira e prefere não falar do pai do bebé, mas também sabe que o amor incondicional dos filhos é um incentivo para conseguir tudo aquilo a que se propõe. E o blogue, Be My Guest, também está a viver a gravidez de forma emotiva.

Como está a correr esta gestação?
Está a correr tudo bem, estou nos preparativos para quando chegar, agora já me começo a sentir mais cansada com o peso. Estou ansiosa, mas como ainda tenho umas coisas para resolver, dava jeito ter mais uma ou duas semanas, mas se ele chegar antes vai ter de ser.

Esta gravidez foi uma aventura, começou com um descolamento de placenta...
Sim, começou com o descolamento de placenta e quando achávamos que tínhamos resolvido e ia fazer a amniocentese por causa da minha idade percebemos que alguma coisa não estava bem. Fiquei logo no hospital porque descobriram que estava com uma apendicite. Tive de fazer a operação e é uma chatice porque para além da operação, da anestesia, de mexer nos órgãos, a recuperação é terrível porque não podemos tomar nada para além de paracetamol. Mas tinha de ser feito porque podia criar uma infeção. Vais vivendo dia-a-dia, vais aguentando, vais recuperando...

Voltando atrás, quando descobriu que estava grávida foi uma boa notícia ou foi aterrador?
Acho que quando descobrimos gostamos sempre da notícia. Mas depois, como não tenho tempo, tenho sempre uma vida superocupada e como mãe solteira, era algo que eu queria, mas que não planeava, porque nunca era o momento certo. Mas aconteceu, vou fazer 40 anos este ano, portanto ou era agora ou não era.

Foi uma escolha óbvia para si?
Pensei primeiro “o que faço agora?” e depois pensei no que faço sempre. Acho que tudo na vida tem solução, é uma questão de organização, sei que agora vou dar uns passos atrás... já tinha criado alguma independência, porque a Constança já é autónoma, e agora vou ter um ser muito pequeno dependente de mim... mas acho que vale a pena, daqui uns anos vou ter outra vez essa independência e compensa porque o amor dos filhos é a única coisa que levamos desta vida.

Sempre quis ser mãe?
Sempre. Quando era miúda projetava ter imensos filhos, uma família enorme, e depois a minha vida foi andando, sempre fui muito independente, saí de casa muito cedo, comecei a trabalhar como manequim, passei muito tempo a viajar, sempre tive uma vida com um ritmo alucinante portanto fui adiando. Depois com a Constança percebi que quando queremos, tudo é possível.

Quando somos adolescentes normalmente também sonhamos com o príncipe encantado, o conto de fadas... e não foi bem isso que aconteceu no seu caso. É feliz com o que construiu, apesar de não ser uma família tradicional?
Sim, francamente sou feliz. Talvez hoje até mais porque com os nossos filhos e o nosso espaço conseguimos controlar um bocadinho o que se vai passando na nossa vida, sabemos com o que podemos contar... depois depende da família, dos amigos, daquilo que temos de estabilidade e de amor, eu como tenho tudo isso à minha volta acabo por ser muito feliz. E depois as minhas relações... as mais longas foram boas, mas como não tiveram um final feliz se calhar não me apetece apostar muito nisso, apetece mais apostar nos meus filhos, porque sei que é para sempre.

Perdeu a fé no amor?
Não é perder a fé, mas o meu foco não é esse. Adoro trabalhar, viajar, ser mãe, estar com os meus amigos, isso já despende muito de mim, eu acho que o resto se puder encaixar na minha vida... mas eu sinto-me completa, os meus filhos completam-me, o amor deles é a coisa mais avassaladora que posso imaginar. Não quer dizer que no futuro não vá procurar, ou que não fique feliz se acontecer, mas não sou menos feliz por não ter.

E a Constança, como recebeu a notícia?
A Constança só soube que eu estava grávida aos cinco meses e meio porque como tive todos aqueles problemas não quis dar-lhe a notícia havendo o risco de correr mal, queria poupá-la a isso. Mas quando soube ficou superfeliz porque me pedia há imenso tempo. Ela já tem um irmão do lado do pai e queria uma rapariga, mas não dá para escolher.

O facto de ser um rapaz deixa-a ansiosa?
Isso é o que me está a deixar mais curiosa. Mas, finalmente, vou ter o homem da minha vida, o meu príncipe. Eu gosto muito do universo feminino, tudo em casa é cor-de-rosa e realmente é um universo completamente diferente, mas vou ter a ajuda de uma grande amiga minha, que só tem rapazes e vai ser a madrinha do Benjamim. Ela diz que os rapazes são a melhor coisa do mundo porque são derretidos pelas mães, portanto estou à espera de receber esse amor.

E os seus pais, ficaram surpreendidos?
Eles derretem-se todos com os netos, estão radiantes. Eu já não os surpreendo com grande coisa. Sempre tive uma vida cheia, tenho as minhas convicções, mas também sou muito responsável, portanto, eles confiam em mim e no meu bom senso e estão sempre lá, dão-me sempre apoio.

Já tem de gerir a relação com o pai da Constança, não é assustador ter de gerir essas relações com pessoas que no fundo não pode tirar da sua vida?
Acho que se forem pessoas equilibradas e sensatas tem tudo para correr bem. Não posso fazer futurologia, é difícil prever como vai ser, mas se as coisas correrem como aconteceu do lado da Constança, está tudo bem. Tenho um apoio enorme da família do pai da Constança, ela tem uma relação espetacular com o pai e com os avós paternos, nós separámo-nos quando ela tinha oito meses e acho que é das crianças mais equilibradas que conheço, mas isso é um trabalho dos pais.

E como vai gerir a sua vida profissional nos próximos tempos?
Bem, a parte dos roteiros internacionais do Be My Guest vai ter de ficar em stand by durante uns tempos, mas agora comecei novas categorias mais ligadas à maternidade, à saúde e tenho tido imenso feedback. Por isso é que acho que tudo se pode adaptar, vamos ver.

Vai ser mãe dias antes de fazer 40 anos, a idade assusta-a?
Assusta-me um bocado, não na medida de como me olho ao espelho, mas na perspetiva de que já passou metade do meu tempo e eu ainda quero fazer tanta coisa, quero ver os meus filhos crescerem, conhecer os meus netos, viajar, passear no Mundo inteiro, há tanta coisa que ainda gostava de experienciar. Já passou metade e passou tão rápido!

Texto: Elizabete Agostinho; Fotos: Liliana Silva; Produção: Zita Lopes; Maquilhagem e cabelos: Ana Coelho com produtos Maybelline e L’Oréal Professionnel

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