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Saiba como foram os últimos minutos do segurança baleado em Lisboa

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Nuno Cardoso, um segurança privado de 42 anos, morreu na passada sexta-feira com um tiro no rosto, enquanto trabalhava, na sequência de desacatos à porta da discoteca lisboeta Barrio Latino

Seg, 11/12/2017 - 15:43

Na passada sexta-feira, dia 9 de dezembro, Nuno Cardoso, um segurança privado de 42 anos, foi baleado mortalmente, nas imediações da discoteca lisboeta Barrio Latino, na sequência de desacatos entre clientes do estabelecimento, após um after-hours (uma festa que ocorreu entre as 6h e a 13h da tarde).

A Impala falou em exclusivo com um amigo próximo da vítima, que contou como tudo se passou no chocante início de tarde da passada sexta-feira.

De acordo com a fonte, os desacatos começaram entre clientes por volta da 13h, a cerca de 100 metros da porta da discoteca Barrio Latino. Para além de Nuno Cardoso estavam também a trabalhar mais dois seguranças privados.

«O Nuno vê aquilo e vai logo em direcção deles. Os outros seguranças até lhe disseram: ‘Epá, não vás! não vás! Mas, como eram desacatos com clientes do estabelecimento, ele acabou por se sentir na obrigação de ir.  O Nuno quis parar a confusão»

Quando os colegas viram Nuno a ir em direcção ao conflito, não pensaram duas vezes e também foram.

«Quando o Nuno vai, os outros seguranças também vão e tentam separar os clientes, até que um jovem aponta-lhes uma arma de fogo e diz: ‘ Isto não tem nada haver com vocês! Saiam da frente! Não é nada com vocês!’»

De acordo com a fonte, o rapaz de 17 anos que tinha a arma é um «estudante, sem antecedentes criminais, que vive com a mãe e tem uma filha com apenas 4 meses, no Bairro Padre Cruz, uma zona problemática de Lisboa, perto de telheiras». O rapaz era conhecido pelos seguranças, pois era um «cliente habitual do espaço».

Se o jovem tinha a arma desde a festa ou se a foi buscar depois de ter saído, continua a ser uma incógnita:

«Não se sabe ao certo. Ou levou a arma para o after ou então foi a um carro de um amigo buscar, visto que este não tem carro próprio. A arma até pode ter entrado na discoteca com uma rapariga, quem sabe?»

«O disparo é feito mesmo à queima roupa e apanha a zona da boca do Nuno. E ele já cai morto»

De seguida ao jovem ter apontado a arma, «um dos seguranças que estava com o Nuno começou a dizer ao rapaz para guardar a arma».

«Mas o Nuno, na tentativa de o desarmar, vai por detrás do jovem para o agarrar. O rapaz conforme sente alguém nas costas virou-se. Mas, conforme se vira, pressiona o gatilho. O disparo é feito mesmo à queima roupa e apanha a zona da boca do Nuno. E ele já cai morto.»

Tendo em conta o relato do tiro, a fonte considera que «o rapaz nunca teve a intenção de fazer aquilo». Após o disparo, o jovem começa a fugir e um homem, um cliente também habitual do espaço que presenciou o incidente, vai a correr na direcção do agressor».

«O rapaz atravessa a linha de comboio (perto da estação de Santos), o outro cliente, que apenas testemunhou toda a situação, ainda vai a correr atrás dele, perto da zona do Kremlin. Perante isto, o jovem ainda efectua mais um ou dois disparos. O homem (que o seguia) consegue esconder-se e felizmente, o rapaz não acertou em mais ninguém. No entanto, conseguiu fugir.

«Não se sabe o porquê em concreto»

Segundo as declarações prestadas à Impala, as razões que levaram aos desacatos iniciais ainda são desconhecidas, mas sabe-se que o jovem tem demonstrado estar arrependido.

«O tiro não foi intencional, ele não percebeu sequer que quem estava atrás dele era o Nuno. Se calhar, se o tirou tivesse sido um segundo antes ou um segundo depois, não lhe tinha acertado. Tinha passado ao lado da cabeça.»

«E quando morrerem todos é que se fecham casas em Lisboa?»

Contudo, a fonte revelou também que já tinham havido vários pedidos, por parte da PSP, para encerrarem o estabelecimento.

«A discoteca Barrio Latino é um estabelecimento muito problemático. Há cerca de dois meses foi realizada uma fiscalização ao local e foram apreendidas armas e droga. Mas, só quando há mortos é que se pensa em restringir os horários, apesar de ainda não ter sido tomada qualquer decisão oficial.»

A fonte próxima de Nuno ainda expressou indignação pelo facto de não serem tomadas medidas relativas a zonas onde existem episódios de violência recorrentemente, em Lisboa.

«É uma zona turística, o after acaba à 13h da tarde e existem pessoas a assaltarem turistas. Os estrangeiros são agredidos, há muita confusão ali. Ou tem de existir mais policiamento ou têm de acabar com este tipo de festas. A verdade é que parece que é preciso morrer alguém, para se fazer alguma coisa. Os seguranças andam muito nervosos, com o coração nas mãos. Após este episódio, houve certos seguranças que já ouviram: ‘vé lá se queres ir como o teu colega».

O velório de Nuno é na próxima terça-feira, dia 12 de dezembro, às 14h30, em Alcântara. O funeral realiza-se no dia seguinte, no Crematório dos Olivais, por volta das 16h.

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