Maria Vieira
Esclarece polémica com Diogo Morgado

Nacional

Qua, 07/05/2014 - 00:00

Depois da polémica que se instalou sobre um comentário que Maria Vieira fez sobre a participação de Diogo Morgado no programa Vale Tudo, Maria Vieira veio esclarecer a situação. A atriz publicou um texto no Facebook onde afirma que tem o “maior respeito e a maior estima” por Diogo Morgado  e que o comentário que fez era “essencialmente, uma crítica à evidente imbecilidade do programa”.

 

Maria Vieira lembra ainda que tem o direito de emitir a sua opinião. “Não sou (como sabem todos aqueles que me conhecem pessoalmente e que fazem o favor de ser meus amigos) nem presunçosa, nem arrogante, nem invejosa como alguns pretendem insinuar e muito menos teria a veleidade de invejar os meus colegas que participam ou participaram num programa a que jamais aceitaria associar a minha imagem”, acrescenta. 

 

Leia aqui a defesa de Maria Vieira: 

 

“[...] Antes de mais, devo afirmar, perentoriamente, que tenho o maior respeito e a maior estima pelo meu colega Diogo Morgado que, apesar de não fazer parte do meu círculo de amigos pessoais, sempre tive em conta como uma pessoa afável, cordial, simpática e talentosa. O comentário que postei no passado Domingo era, essencialmente, uma crítica à evidente imbecilidade do programa "Vale Tudo" e à participação do Diogo num conteúdo televisivo que acho de todo inapropriado para qualquer actor, sobretudo para alguém que, à semelhança do próprio acumula responsabilidades artísticas a nível internacional. Convenhamos que, quando, ao ligar a televisão, deparamos com a imagem de um actor consagrado e respeitado, a escorregar, arrastando-se pelo solo, até embater violentamente contra uma parede, possamos ficar, no mínimo, ligeiramente incomodados; eu, pelo menos, fiquei, e por isso, revoltada com aquilo que vi, resolvi partilhar a minha opinião na minha página do Facebook, com os meus amigos virtuais.  […] 
 

Lamento profundamente o chorrilho de insultos e ordinarices que essa pseudo-notícia entretanto despoletou, mas, tendo em conta o público alvo do programa em causa, sou levada a entender e a perdoar o baixo nível dos mesmos.
 

Segundo o meu ponto de vista, e vivendo nós numa sociedade democrática, eu tenho, à semelhança de toda a gente, o direito a emitir a minha opinião, desde que preserve o devido respeito pelos visados nas minhas críticas e pelo seu respectivo bom nome. Faço notar que, ao longo da minha extensa carreira reconheço ter feito coisas menos boas em termos profissionais, mas todas elas terão sido efectuadas sob a proteção de um personagem (essa é, de resto, a função primordial do actor) e não na qualidade da cidadã Maria Vieira e isso, definitivamente, marca toda a diferença... Não sou (como sabem todos aqueles que me conhecem pessoalmente e que fazem o favor de ser meus amigos) nem presunçosa, nem arrogante, nem invejosa como alguns pretendem insinuar e muito menos teria a veleidade de invejar os meus colegas que participam ou participaram num programa a que jamais aceitaria associar a minha imagem.

Acresce dizer que me entristece e me preocupa substancialmente estar assistindo a esta desmesurada propagação de programa televisivos onde se vulgariza a profissão de actor, aliciando ou coagindo profissionais do ramo a escorregarem sobre planos inclinados, a fazerem mímica pendurados no tecto, a integrarem "Reality-Shows" e "Game-Shows", a mergulharem em piscinas, a serem "apanhados" e outras preciosidades do género

O actor é um agente cultural dedicado à nobre arte de representar, é alguém que dá voz e corpo à cultura de um povo, não é seguramente, uma ferramenta ao serviço de programas televisivos cujo conteúdo roça a imbecilidade e a pobreza de espírito. O actor deve integrar elencos de séries ficcionais, comédias televisivas, teatro, cinema e performances culturais, essa é a função para a qual foi talhado.
 

Eis a minha opinião, emitida num Estado de Direito Democrático, valendo tanto como as restantes e merecendo exactamente o mesmo tipo de respeito sem que tenha de ser sujeita a verborreias idiotas, a ordinarices vulgares e a insultos energúmenos!”

 

 

Foto: Impala 

 

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