Patrick Dempsey
Embaixador mundial de uma marca portuguesa

Famosos

O Dr. Shepherd da série Anatomia de Grey aceitou representar a Sacoor Brothers e espera poder vir a Portugal

Qui, 14/11/2013 - 00:00

 A empresa portuguesa de moda Sacoor Brothers escolheu Patrick Dempsey, o famoso Dr. Shepherd da série Antomia de Grey, como seu embaixador mundial e o ator não podia estar mais feliz com a parceria.

VIP – Ao fim destes anos, ainda gosta de interpretar o Dr. Shepherd?
Patrick Dempsey – Sim. Já estamos na 10.a temporada, o que é impressionante. Estamos perto dos 200 episódios. Ter um trabalho que já dura há tanto tempo é muito bom, nos dias de hoje. Estou muito grato. Todos os anos, e em cada episódio, descubro coisas novas, seja à frente da câmara ou atrás dela, com o personagem ou comigo próprio. A série sempre nos forçou a um constante aperfeiçoamento, como pessoas e profissionais.

Vai ser difícil abandonar a personagem, quando a série acabar?
Sim, pois é um relacionamento longo, de dez anos. Foi uma grande parte da minha vida, uma experiência extraordinária que me proporcionou uma vida boa... Sim, vai ser difícil.

Esta personagem tem-lhe dado muitas oportunidades?
Sim. A série tem sucesso a nível mundial e essa visibilidade ajuda-nos imenso. Aparecem oportunidades como esta, para representar a Sacoor Brothers, o que nos proporciona uma excelente qualidade de vida.

Os atores da sua craveira sentem a atual crise económica?
Claro que sim! Há menos oportunidades de trabalho devido à falta de dinheiro para patrocinar os filmes. A indústria cinematográfica está a encolher. Há cada vez mais oportunidades na televisão e nos media alternativos. Os montantes que eram pagos no passado já não são os de agora. Tenho muita sorte por estar na Anatomia de Grey, uma série que começou antes da crise, está a passar por ela e vai sair vencedora. Estou muito grato e tenho muito respeito pela minha posição atual. E isso também acarreta muita responsabilidade: a de devolver algo às comunidades onde nos encontramos inseridos. Isso é muito, muito importante e muito satisfatório.

Prefere a televisão ou o cinema?
Prefiro trabalhar. Não me interessa em quê.

Começou no negócio do entretenimento, ainda adolescente. Como chegou a Hollywood?
Comecei por representar num bar. Fiz alguma comédia do estilo Vaudeville e tive a oportunidade de participar num programa de talentos, que venci e acabei por ir às finais em Nova Iorque, onde fui apresentado a um agente. Fiz uma audição para uma peça na Broadway e isso abriu-me a porta para me catapultar a nível nacional e conseguir chegar à cidade de Nova Iorque. Tinha 17 anos. Ando nisto há já muito tempo.

Ficou imensamente conhecido como Dr. Shepherd. Como lida com a fama?
Temos de manter os pés bem assentes na terra. Estas oportunidades são incríveis e eu estou tremendamente grato. Mas também não nos podemos agarrar demasiado, porque a fama vai e vem.

Fez muitas vezes parte da lista dos homens mais sexy do mundo. Como é que a sua mulher lida com toda a atenção feminina que tem?
Bem, acho que, às vezes, é difícil para ela. Mas apoia-me imenso e isso proporciona bem-estar à nossa família.

Vamos falar do pai Patrick. Tem três filhos?
Sim. Uma rapariga, de 11 anos, e dois rapazes gémeos, com seis anos.

Diria que a paternidade o mudou?
Claro. É muito comovente, pois faz-nos lembrar os nossos pais, a nossa infância, o que gostávamos e o que não gostávamos... O mundo deixa de girar à nossa volta, temos de ser altruístas e é esse o desafio: dar-lhes um ambiente onde possam desenvolver-se, mas também dar-lhes a disciplina necessária.

Dê-me um conselho de pai para pais...
Siga os seus instintos e saberá o que está certo. E é fundamental escutá-los, porque nos dizem o que devemos fazer.

Construiu um centro oncológico para ajudar pessoas com cancro, o Dempsey Centre for Cancer Hope and Healing, na sua cidade natal, Lewistone, no Maine. Acha que os atores têm uma maior responsabilidade social?
Qualquer pessoa com alguma visibilidade ou sucesso tem responsabilidade social. É muito mais satisfatório sermos altruístas e trabalharmos na nossa comunidade. Dá muito mais prazer do que participar num filme ou termos outro tipo de sucesso. Acho que depois de andarmos a correr atrás do sucesso e de termos algum, ele deixa de nos satisfazer. O caminho para lá chegarmos, é uma coisa; mas, uma vez chegados lá, para que nos serve o sucesso? Ora, se o sucesso nos permitir beneficiar os que nos rodeiam, a nossa vida fica muito mais preenchida e aprazível.

Acha que os atores podem fazer mais?
Acho que é importante o gesto de cada um, independentemente da profissão. É realmente importante que todos os indivíduos bem-sucedidos devolvam alguma coisa à sociedade.

Conhece Portugal? Sabe alguma coisa sobre o País?
Não conheço, nunca lá fui, mas gostava de ir. Mas agora, para já, não posso.

Para terminar... que sonhos gostava de concretizar?
Há tantas coisas que gostaria de fazer... Gostaria que o centro oncológico crescesse, a nível nacional e global. É muito importante que as pessoas diagnosticadas com cancro tenham um centro de bem-estar. Em termos de carreira, quero ser realizador e espero trabalhar com as pessoas que me inspiram. Em casa... quero que os meus filhos sejam muito bem-sucedidos.

Texto e Fotos: DR

Siga a Revista VIP no Instagram