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“A elegância é uma questão de atitude e não de dinheiro”

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MARIA ANTÓNIA CUNHA, que foi a única directora da Cartier em Portugal, confidenciou à VIP como se pode ser chique com poucos recursos
Formou-se em Ciências Políticas e tem o curso de Tradutora Intérprete do Isla, mas nunca exerceu em nenhuma das áreas. A "culpa", diz, foi do destino. Maria Antónia Cunha falou-nos dos tempos de estudante na Suíça, de como foi uma adolescente certinha e da honra que sente ao ter sido nomeada para Elegante VIP.

Sex, 12/11/2010 - 00:00

 Formou-se em Ciências Políticas e tem o curso de Tradutora Intérprete do Isla, mas nunca exerceu em nenhuma das áreas. A "culpa", diz, foi do destino. Maria Antónia Cunha falou-nos dos tempos de estudante na Suíça, de como foi uma adolescente certinha e da honra que sente ao ter sido nomeada para Elegante VIP.

VIP – Não exerceu nenhum dos seus cursos. Porquê?
Maria Antónia Cunha – Destino da vida… Enquanto esperava por um lugar na Fundação Oriente, surgiu-me a primeira proposta de trabalho no mundo da moda, na altura para ser gerente da Loja Kookai, em Cascais. Lembro-me que só aceitei para não estar parada, pois achei que iria ser uma loucura. Afinal não foi, pois tive oportunidade de trabalhar com pessoas maravilhosas que me introduziram num universo de beleza que nunca mais larguei.

Foi a única directora da loja Cartier Portugal. Como recorda essa experiência?
Maravilhosa e única. Recordo com muita saudade. Foram dez anos de um trabalho muito intenso, de uma exigência enorme, de um desafio diário, que se traduziram num trabalho de equipa que deixou fortes marcas no mercado de luxo português.Sinto-me orgulhosa de ter provado que Portugal tem um lugar no mundo do luxo e que a Cartier em Lisboa teve um papel muito importante, em constante crescimento.

Que recordação guarda dos tempos de estudante na Suíça?
As melhores da minha juventude. Ensinou-me a ver o mundo de uma forma diferente, a ter consciência que é bem mais pequeno do que pensamos.

Foi uma adolescente rebelde ou certinha?
Acho que fui demasiado certinha. Praticava natação de competição, o que me pedia um esforço e um método de vida muito exigentes. Como se não bastasse, era muito boa aluna, por opção. Gostava de estudar e tudo isso traduziu-se numa vida hiper-regrada e certinha….

Nasce-se chique?
Ninguém nasce chique. Pura e simplesmente nascemos como todos os seres humanos. A partir daí vamos deixando marcas, impondo a nossa personalidade e carisma, que são sempre o resultado do que nos é transmitido pelos pais, pelas vivências, pela nossa autoconfiança e que se vão moldando num cenário de elegância.

Em tempos de crise uma mulher pode manter-se elegante recorrendo a que truques?
A elegância não é sinónimo de dinheiro. Uma mulher pode estar tão elegante vestida com marcas como com roupas simples. É tudo uma questão de elegância interior, de atitude e saber estar.
Qual a sensação de ser invariavelmente indicada como uma das mais elegantes do País?
Sinto-me profundamente lisonjeada, talvez por não me ver como tal.

Gostou de fazer parte das nomeadas da VIP Elegantes?
Gostei muito, pois era um grupo de mulheres fantásticas, todas elas muito bonitas e a organização foi exemplar.

Texto: Carla Simone Costa; Fotos:Bruno Peres

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