A família está incondicionalmente ao seu lado, por isso, é naqueles que lhe são mais próximos que Cláudia Jacques procura apoio sempre que precisa, nomeadamente nas filhas, Mafalda, de 19 anos, e Carolina, de 15, que são o seu máximo pilar. “Temos personalidades diferentes e é normal não estarmos sempre de acordo, mas a cumplicidade existe porque partilhamos muito tudo. Sempre conversei muito abertamente com elas acerca de tudo, do bom, do mau, das alegrias e das contrariedades. Continuo a ter uma cabeça muito jovem, mas, ao mesmo tempo, sou exigente com elas”, revela. Separada de Max Oliveira desde o final do verão, a relações-públicas continua sem revelar as razões que ditaram o fim do namoro, mas garante que um dia gostava de voltar a encontrar o amor. “Mas sem pressa, com calma e com muito tempo. Sem procurar. Deixar que o amor aconteça devagar, de surpresa.”

 

VIP – Quais são as tradições de Natal seguidas pela sua família? 

Cláudia Jacques – A noite da Consoada é o momento a que damos maior importância. A árvore de Natal e as coroas na porta, por dentro e por fora, fazem sempre parte da nossa decoração, desde o dia 1 de dezembro até ao fim do mês. A mesa da noite de 24 é sempre especial, com um serviço de Natal da Vista Alegre e muitas velas. O dourado, prateado e branco são as cores preferidas para a mesa. Os doces típicos e os frutos secos nunca podem faltar. Os presentes são colocados na árvore e abrem-se à meia-noite. Há sempre música a tocar, durante toda a tarde e noite.

 

Onde vão passar a Consoada?

Este ano, será em minha casa só com as filhas, e, como já é tradição, vem uma amiga de Lisboa, com os respetivos filhos, passar a Consoada connosco. Os meus pais irão viajar este ano, na altura do Natal e passagem de ano.

 

Na mesa reina a tradição?

Sim, alguma, mas não a totalidade. Temos sempre o bacalhau cozido e o peru assado, tudo  com os respetivos acompanhamentos. Os queijos e os doces estão sempre presentes. Bolo-rei, pão-de-ló de ovos moles, rabanadas, mexidos e ovos moles, que são a minha perdição.

 

É uma mulher muito elegante. Preocupa-se com a linha nesta época? 

Obrigada pelo elogio. Apesar de não resistir aos ovos moles, ao pão-de-ló e ao bolo-rei, só como uma rabanada ou duas, no máximo, durante todo o Natal. São fritas e têm uma calda de açúcar, por isso, controlo-me. O bacalhau cozido com um fio de azeite é muito saudável. Peru assado também e não coloco molho. Não como carne vermelhas. Bebo muitos chás sem açúcar e água com sumo de limão. Como vê, nem nesta altura exagero. Se me excedo um pouco mais, sinto-me logo mal.

 

Que memórias guarda dos Natais da sua infância? 

Eram Natais com toda a família, pais, irmãos, tios, primos, avós, na casa dos meus pais. A árvore estava junto da lareira e todos tínhamos que sair para o Pai Natal chegar com os presentes. Os nossos sapatos estavam todos lá, junto à arvore e à lareira. Nós, os mais novos, escondíamo-nos, mas, assim que sentíamos o Pai Natal a entrar na sala, ficávamos junto à porta a espreitar, quase sem respirar para não fazermos barulho. Víamo-lo a tirar os presentes do saco e a distribui-los pelos sapatos. Quando ia embora, entrávamos de assalto numa grande euforia para abrir os presentes. Um berço cor-de-rosa com uma boneca mulata e cabelo de carapinha, que adorei, foi um dos presentes que mais me marcou!

 

Sei que é bastante comedida na hora de comprar presentes. Nada a faz perder a cabeça? 

É verdade, atualmente estou muito comedida na compra dos presentes. Deixei de dar presentes aos amigos e, lá em casa, só dou às minhas filhas. Os adultos combinaram entre si que já eram horas de deixarmos de dar presentes uns aos outros. O Natal é mesmo para as crianças. Perder a cabeça seria partir de viagem no dia 25 à noite e só voltar no ano novo. Já o fiz e hei de voltar a fazer.

 

Qual das suas filhas vibra mais com esta época? 

Ambas gostam muito.

 

Qual é o segredo para manter essa cumplicidade com a Mafalda e a Carolina? 

Nós as três temos bons momentos de companhia e cumplicidade, mas também temos algumas contrariedades. Temos personalidades diferentes e é normal não estarmos sempre de acordo, mas a cumplicidade existe porque partilhamos muito tudo. Somos três mulheres a viver sozinhas, por isso, há um universo e uma energia muito feminina, lá em casa. Nunca fui mãe-galinha e, desde a adolescência, sempre as tenho tratado como pessoas e não como crianças. Sempre conversei muito abertamente com elas acerca de tudo, do bom, do mau, das alegrias e das contrariedades. Continuo a ter uma cabeça muito jovem mas, ao mesmo tempo, sou exigente com elas. Estou constantemente a educar, a passar valores e a dar o exemplo. Acho que elas têm admiração por mim, eu confio nelas e sei que tenho duas filhas que são muito diferentes uma da outra, mas muito minhas amigas, cada uma à sua maneira. Dou-lhes muito espaço para manifestarem as suas opiniões e os seus gostos. Fico muito contente por me pedirem conselhos e opiniões tantas vezes, sobre os mais diversos assuntos.

 

 

Leia a entrevista completa na edição número 907 da VIP

 

Texto: Ricardina Batista; Fotos: Luís Baltazar; Produção: Manuel Medeiro; Maquilhagem e cabelos: Atelier Paula Lage

Siga a Revista VIP no Instagram