Rita Ferro Rodrigues
Confessa o que espera do futuro

Famosos

A apresentadora diz que gostava de envelhecer no ecrã e que não tem qualquer problema com a idade

Sex, 04/07/2014 - 00:00

A carreira televisiva começou quando tinha apenas 16 anos. Começou na RTP, está há 12 anos na SIC e admite que respira televisão. Rita Ferro Rodrigues, de 37 anos, cresceu no pequeno ecrã a nível profissional, mas também a nível pessoal. Do primeiro casamento é mãe de Leonor, de 11 anos, e há quase quatro anos teve Eduardo, do casamento com Rúben Vieira, também ele pai de Miguel, de uma anterior relação. Com a maturidade de uma vida intensa, a apresentadora defende que, para uma relação resultar, é preciso querer muito. E ela quer.

VIP – O Portugal em Festa acabou para si. O que é que se segue?
Rita Ferro Rodrigues –
Agora estou nas Sextas Mágicas. Tem havido bastante recetividade do público e estou concentrada nisso. Tenho feito as substituições da Júlia [Pinheiro] quando ela precisa, com muito orgulho, e estou disponível para os trabalhos que a SIC me proponha, sendo que esta é uma fase em que as grelhas estão definidas, portanto, é uma altura em que não estamos com o pé no acelerador. Em setembro logo se verá.

Como reagiu à notícia da chegada do João Baião à SIC e ao Portugal em Festa?
Muito bem. É um programa que pode servir para as pessoas da SIC rodarem. Faz parte da vida e encarei isto sem qualquer dramatismo. Adorei fazer o programa, adorei a equipa, mas também me está a saber muito bem estar com os meus filhos. Eu ficava sem os miúdos ao fim de semana e está a dar-me muito prazer recuperar isso. Fizemos um trabalho ótimo, superámos os objetivos, foi ótimo.

Começou a fazer televisão muito jovem. Este era o caminho que imaginava para si?
Tem dias. Sou sincera, ainda não houve nenhum projeto que não gostasse de fazer, arranjo sempre motivação e entusiasmo, mas também é verdade que as televisões estão a viver momentos complicados e nós, apresentadores, temos de saber moldar- nos a estes novos tempos, a estas novas imposições orçamentais, e isso passa por fazer coisas que nunca imaginaste fazer, que não são menos dignas, mas que realmente há 20 anos, se calhar, não imaginava que iria fazer. Há projetos de que gosto mais, outros de que gosto menos, mas não houve nenhum de que não tivesse gostado, e enquanto estamos assim, estamos bem.

Está há 12 anos na SIC. Nunca se colocou a possibilidade de mudar de canal?
No meu coração nunca se colocou, adoro trabalhar na SIC. Enquanto sentir que a SIC me valoriza, ficarei. Se algum dia isso mudar, terei de fazer aquilo que achar melhor para continuar a ser feliz.

Ser filha de Eduardo Ferro Rodrigues facilitou-lhe ou dificultou-lhe a vida?
Facilitar nunca facilitou. Houve momentos em que dificultou, porque quando me tentava impor como jornalista havia pessoas que me associavam imediatamente ao meu pai, e isso é ridículo. Por exemplo, toda a gente acha que, inevitavelmente, voto no Partido Socialista. É falso. Eu voto sempre à esquerda, mas já votei muitas vezes fora do PS. Mas já lido bem com esse preconceito. Ele agora tomou pela primeira vez uma posição pública relativamente ao PS e a António Costa.

Gostava de o ver na política ativa?
Eu quero é que o meu pai seja feliz. Acho que ele tem muito valor, e às vezes até me comove a forma como ele está na política, porque é mesmo por entrega, por acreditar muito nos seus ideais. Nunca se aproveitou da política, nunca teve um cargo numa empresa privada, foi professor, foi deputado, cumpriu vários cargos como ministro, e tenho imenso orgulho no percurso dele. Mas eu, neste momento, preferia que ele fosse avô. Dava-me muito mais jeito! Mas em tudo o que ele fizer, eu vou lá estar sempre para o apoiar, como ele sempre me apoiou a mim.

Texto: Elizabete Agostinho; Fotos: Bruno Peres;
Produção: Manuel Medeiro; Maquilhagem e cabelos: Simone Sá

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