“Façamos uma obra tão grande que quando a vejam nos tomem por loucos!” A frase de Filipe II sobre o Escorial aplica-se à Catedral de Sevilha, a terceira maior do Mundo, apenas ultrapassada pela Basílica de São Pedro, em Roma, e por Saint Paul, em Londres. As cinco naves interiores são cobertas por 70 abóboras e nelas se retratam as maiores influências que marcaram a cidade andaluza. As laranjeiras colorem o pátio onde, antigamente, quando ali se situava a mesquita, os muçulmanos faziam as suas abluções. Não deixe de subir os 104 metros da Giralda, onde ainda consegue entrever o minarete do templo muçulmano, para ter uma da melhores vistas sobre a cidade.

A dois passos da catedral, os Alcáceres Reais são de uma beleza exótica. A sua construção começou aquando da conquista árabe e, como grande parte da arquitetura mudéjar, denota a tentativa de cada um dos seus ocupantes de marcar o seu tempo. Elementos muçulmanos, góticos, renascentistas e barrocos justapõem-se numa perfeita harmonia arquitetónica. Já os jardins do complexo de palácios merecem uma visita sem pressas. Aliás, deve ser este o lema de quem visita Sevilha.

No Parque Maria Luísa, ainda à distância de um passeio a pé, não perca a monumental Praça de Espanha, construída para a exposição universal de 1929. Projetada para receber atividades náuticas, os seus coloridos painéis de azulejos, dedicados a cada uma das províncias de Espanha, foram palco de vários filmes de culto nomeadamente Lawrence de Arábia e Star Wars Episódio II: O Ataque dos Clones. Na outra extremidade do parque, o Museu de Artes e Costumes e o Museu de Arqueologia florescem no maior pulmão da cidade.

Já no bairro de Santa Cruz, a antiga juderia, encontrará inúmeras lojas de souvenirs onde flamenco e tauromaquia são protagonistas. As estreitas ruelas encarnam a alma andaluza. Não deixe de “tapear”, convertendo o jantar num momento de convívio e deambulação pelo charme da mais genuína Sevilha. Saboreie, lentamente, as notas de flamenco que emanam dos bares e deixe-se levar pelo ritmo da cidade. “Que empieze la fiesta!”

Texto: Elizabete Agostinho; Fotos: Impala e D.R.

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