Bebé milagre: o caso que emocionou Portugal
Maria de Fátima Branco quer a guarda partilhada do neto

Nacional

«É um miúdo que é pai pela primeira vez, que está praticamente sozinho, com uma tarefa muito difícil!»

Ter, 09/04/2019 - 21:07

bebé milagre que recebeu o nome de Salvador nasceu no dia 28 de março e possivelmente terá alta nas próximas duas semanas. Apesar de ainda não ter ido visitar o bebé ao serviço de neonatologia, Maria de Fátima Branco, a avó do bebé, diz, ao Observador, que pretende avançar para a guarda partilhada do neto.

Maria de Fátima alega que este seria um desejo da filha, que ela participasse na educação do neto.

A mulher diz não querer guerras com o pai da criança, Bruno Sapolo mas que, caso este não aceite, «é mais uma dor que iria sofrer. O que é que eu vou fazer? Nada. Conhecendo o Bruno como conheço, acho que vamos conseguir um consenso». «Ninguém quer tirar o filho ao Bruno. Queria era guarda partilhada, como referência da família da parte da mãe, por todo o processo que acompanhámos. Acho que tenho esse direito, tanto moral como legal, de fazer parte da vida dessa criança», diz a mulher, que ainda não foi visitar o neto.

Quando nasceu, no dia 28 de março, com 31 semanas e 6 dias de gestação, às 4h32, Salvador apresentava dificuldades respiratórias entretanto já ultrapassadas.  As informações que a mãe da canoísta vai recebendo são da parte do hospital onde ainda não foi. «Tenho que assimilar um certo número de coisas, quero olhar para aquele bebé e não quero chorar. Não quer dizer que não vá lá amanhã ou para a semana, quando estiver preparada», conta ao jornal.

Maria de Fátima mostra-se apreensiva com a idade do pai de Salvador 

Maria de Fátima mostra-se ainda apreensiva com a idade do pai da criança, Bruno Sapolo, de 25 anos. «É um miúdo que é pai pela primeira vez, que está praticamente sozinho, com uma tarefa muito difícil».

Contudo, e apesar da preocupação, diz estar a apoiar o pai do bebé em tudo o que pode e que inclusive ele vai jantar a sua casa.

Catarina Sequeira entrou em morte cerebral após um ataque de asma, no dia 26 de dezembro do ano passado, grávida de três meses. Apesar de estar clinicamente morta, a equipa médica decidiu mantê-la viva para dar ao feto a oportunidade de se desenvolver.

Texto: Redação WIN/Conteúdos Digitais; Fotos: João Manuel Ribeiro e DR 

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