Bárbara Feio
“O Ricardo diz que se apaixonou por mim à primeira vista”

Nacional

Passou um fim de semana romântico em família e falou sobre a relação que vive há sete anos com Ricardo Afonso

Dom, 30/08/2015 - 16:00

A filha do ator António Feio aceitou o convite da VIP e foi passar um fim de semana em família no hotel Luz Houses, em Fátima. Comemorou 37 anos precisamente na mesma data em que se assinalaram cinco anos da morte do humorista. A designer confessa que não há um único dia em que não pense no pai, mas que nunca o faz com tristeza. Até porque vai buscar a força de que precisa para cumprir o último desejo do progenitor, “fazer o favor de ser feliz”, à família: ao companheiro Ricardo Afonso e ao filho de ambos, Dinis, cinco anos.

VIP – Fez 37 anos em julho. Que balanço faz da sua vida até aqui?
Bárbara Feio – Espero continuar a acumular experiência, que é uma das coisas que mais me tem ajudado no meu trabalho. Espero que as pessoas à minha volta tenham saúde e sejam felizes, porque depois dos desaires e das doenças familiares que vivemos é o que eu mais peço.

Essas situações deixam sempre marca...
Sim! E mudam-nos! Sempre fui uma pessoa com hábitos saudáveis, mas cada vez mais preocupo-me com isso. Se bem que nós sabemos que isso não é garantia de nada. Mas ao menos pensamos que fizemos a nossa parte e tentámos manter-nos bem, saudáveis. 

Mudou em quê?
Na altura da doença do meu pai informámo-nos muito na tentativa de o salvar. Retirei algumas coisas desses contactos que achei que podiam ser proveitosas para mim. Ao nível da alimentação, deixei de beber café, em solidariedade para com ele. Até hoje não sinto falta. Depois também coincidiu com a maternidade. O meu pai morreu quase três meses depois de o meu filho ter nascido. As crianças obrigam-nos a ter hábitos mais saudáveis. O Dinis come fruta e legumes todos os dias e, por isso, os pais também. A única coisa que continuo sem fazer é ginásio, porque não gosto, mas faço caminhadas.

Ter um filho com cinco anos também é sinónimo de exercício físico?
Bastante! É um traquina, tem necessidade de se mexer, está sempre aos saltos. Ele adora andar e acompanha-me. É um grande companheirão.

Sai mais a si ou ao Ricardo?
Fisicamente, tem a minha estrutura, mas os detalhes são totalmente do pai. Depois, é lingrinhas como o meu pai e tem o seu andar descontraído. De personalidade é mais parecido comigo, é muito impaciente, muito ativo, quer fazer tudo. O Ricardo é mais paciente, mais terra-a-terra. O Dinis é muito empreendedor. Ele divertiu-se muito este fim de semana.

Como correu o fim de semana?
Correu lindamente. O espaço tem muito bom ar, tem um estilo muito romântico. Fomos muito bem recebidos, encontrámos um ambiente familiar fora de série, com toda a atenção dada aos pormenores. Depois, é facílimo de lá chegar, é perto de Lisboa, e quando lá chegas o portão que abres para entrar é um coração azul-turquesa. Lindo!

Portanto, foram uns dias românticos? Vocês fazem muitas escapadelas a dois?
Fazemos algumas escapadelas românticas, mas é raro conseguirmos tirar um período longo de dias, por causa do meu atelier. Normalmente, fazemos fins de semana para pontos onde tenhamos família.

É fácil conseguir tempo para namorar com o Ricardo?
Não é fácil, mas não sentimos essa necessidade. O Ricardo é muito família e por ele até já tínhamos mais filhos. Não digo que isso não vá acontecer, mas para já o Dinis ocupa-me muito tempo. Para o Ricardo, o fim de semana ideal não é a dois, é a três. Muito por isso, e porque o Dinis tem sido um bebé portátil desde que nasceu, por causa da doença do meu pai que não me permitiu ser uma mãe recolhida em casa para receber as visitas, era uma mãe em andamento, com um bebé atrás, de hospital em hospital para tentar ajudar o meu pai. O Dinis é muito nómada. A maior parte dos programas faz connosco, tirando quando vamos ao cinema. Mas não sentimos a necessidade de sermos só dois. Talvez por o Dinis ser uma criança muito calma, que não faz birras. O Ricardo foi muito severo com a educação dele nos primeiros tempos. Às vezes chocávamos um bocado nisso, mas o certo é que o Dinis adora o pai e sabe estar em qualquer local onde o levemos. 

Vocês são pais diferentes?
Somos pessoas muito diferentes, até ao nível da personalidade, embora sejamos muito parecidos nos nossos valores. O Ricardo é um pai mais severo, mas menos preocupado; eu sou mais benevolente. Quero manter o Dinis pequeno, ele quer que ele cresça. 

Se são pessoas assim tão diferentes, o que é que vos aproxima? O que é que vos apaixona?
Os interesses em comum. O Ricardo diz que se apaixonou por mim à primeira vista, portanto não foi propriamente na base do conhecimento (risos). Mas há muitas coisas que gostamos de fazer em conjunto. Gostamos muito de livros, de arte, temos um conceito de família muito parecido, uma forma de estar em família muito semelhante. Adoramos viajar e andamos sempre à procura de coisas novas. Sendo nós pessoas diferentes, o que é verdade é que funciona. Estamos juntos há sete anos.

Ainda não casaram. Não querem fazê-lo?
Disse na Luz Houses que se casasse seria ali. Nós ainda não casámos porque temos divergências totais quanto à forma como deve ser o nosso casamento. Quero uma grande festa com a minha família toda. Cresci aqui e tenho uma família muito grande. O Ricardo tem um núcleo familiar mais pequeno e disperso pelo mundo. Ele não quer uma festa católica e quer uma cerimónia muito privada. Quero casar na Igreja com um vestido de princesa. Visto tantas noivas que um dia também quero que seja a minha vez.

Leia a entrevista completa na edição número 945 da VIP


Texto: SSS; Fotos: Bruno Peres; Produção: Manuel Medeiros; Maquilhagem e cabelos: Ana Coelho com produtos Kioma e L’Oréal Professionnel

 

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