Rita Ribeiro
Aos 59 anos já é bisavó e conserva o espírito jovem

Famosos

A atriz
continua no teatro com Gisberta

Qua, 01/10/2014 - 00:00

Rita Ribeiro conserva o entusiasmo de uma criança dentro de si. “É o que nos rejuvenesce”, diz a atriz, de 59 anos. A VIP falou com a artista após mais uma temporada da peça Gisberta, em Lisboa, que vai voltar ao palco em outubro, na cidade de Coimbra.

VIP – Terminou mais uma temporada de Gisberta. Vai conseguir separar-se um bocadinho da personagem que já interpreta há um ano e meio?
Rita Ribeiro –
Não tenho esse género de relação com as personagens. Alguns colegas falam nisso. Muito sinceramente, mergulho nelas um pouco antes do espetáculo, mas depois observo-as e consigo sentir que aquela personagem flui através de mim. Não tenho essa coisa de trazer comigo as personagens.

Há uma separação clara.
Não vou falar em separação, porque acho que tudo está ligado. Essa palavra existe pouco na minha vida. Há uma observação, um distanciar, como eu também faço permanentemente na minha vida.

O que mais a marca neste papel?
A vida deu-me uma das maiores prendas profissionais ao interpretar esta personagem, porque este espetáculo concilia a minha vida de atriz à minha missão social. Este espetáculo ensinou-me a dar muito valor ao amor. Este espetáculo fala do amor incondicional e da aceitação. Sou uma pessoa muito mais doce depois de um ano e meio a fazer este espetáculo, aceito mais as coisas na vida, sou mais flexível. Este espetáculo destapou a poeira que a minha alma tinha, porque eu sempre fui tolerante, anticonvenções, muito doce, mas as pressões da vida e a educação fizeram com que eu não me permitisse demonstrar isso, até a mim própria.

Mudando de assunto. Esteve de férias?
Não fiz férias este ano, mas quero fazer. Eu faço pequenas férias nos dias de descanso, nos dois ou três dias em que vou para a praia ou para o Alentejo descansar.

Está quase com 60 anos.
Isso é estranhíssimo... É como quando eu digo que sou bisavó, parece que não estou a falar de mim. Porque não sinto nada disso.

É uma boa altura para fazer um balanço?
Qual balanço? Tenho tudo por fazer! Vou morrer muito velhinha, se Deus quiser, mas sempre a traçar objetivos e a pôr em prática a criança que tenho dentro de mim. Todos podíamos fazer isso, porque é o que nos rejuvenesce: o poder do entusiasmo.

Texto: Helena Magna Costa; Fotos: DR; Agradecimentos: Delmare Café

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