António Machado
ANTÓNIO MACHADO e SOFIA LEITE gostavam de ser pais em 2011

Famosos

Na lista de presentes ao Pai Natal, o actor e a mulher, que estão casados há um ano e meio, pedem mais um membro para a família
Sofia Aragão Leite, de 35 anos, passa o ano inteiro a tentar descobrir o que é que o marido, o actor António Machado, de 37, gostaria de receber pelo Natal. A tarefa nem sempre é fácil.

Dom, 12/12/2010 - 00:00

 

Sofia Aragão Leite, de 35 anos, passa o ano inteiro a tentar descobrir o que é que o marido, o actor António Machado, de 37, gostaria de receber pelo Natal. A tarefa nem sempre é fácil. Mas nesta quadra consta um pedido especial do casal ao Pai Natal: terem um filho. O passo seguinte deste feliz casamento, que dura há um ano e meio.

 

 

VIP – Estamos a chegar ao Natal. Como é passada a véspera e o dia de Natal?

Sofia Aragão Leite – Nós casámos o ano passado e foi a primeira vez que fizemos a véspera de Natal em nossa casa com a família toda e foi muito giro. Gostei e este ano vamos repetir.

António Machado – A Sofia cozinha muito bem. Eu ponho a mesa e ajudo no que for preciso. Depois trocamos os presentes.

SAL – Na véspera de Natal é sempre bacalhau cozido. Ele põe muito bem a mesa e enfeita-a, enquanto eu faço o bacalhau com couves e outras comidas tradicionais.

 

 

E passaram algum Natal juntos enquanto namorados?

SAL – Sim. Namorámos um ano e meio antes de casar.

 

 

E foi com as famílias de ambos?

AM – Na primeira véspera de Natal, quando começámos a namorar, fui de viagem para a Gâmbia de fim de ano. Na altura fui com o António Feio e os filhos.

SAL – Eu não fui porque estava a trabalhar. No ano seguinte eu passei a véspera de Natal com a minha família e o António com a dele e depois encontrámo-nos à meia-noite para trocarmos os presentes.

 

 

Então o ano passado é que viveram pela primeira vez o Natal juntos?

SAL – Sim, depois de termos casado, em Maio. Como era o primeiro ano de casados, decidimos que iríamos juntar a família dos dois na nossa casa. Foi o que fizemos e este ano vamos repetir.

 

 

E o que já têm planeado?

AM – Ainda é segredo. Mas será passado em família na nossa casa e iremos trocar os presentes.

SAL – É uma trabalheira porque são muitas pessoas, mas é giro. Nós gostamos de dar jantares em nossa casa.

 

 

Então é uma espécie de um prolongamento do que já acontece durante o ano.

AM – Sim, mas agora é com a família toda, pais, irmãos...

 

 

O que mudou no vosso quotidiano e rotinas desde que se casaram?

AM – O casamento reforçou mais os sentimentos. Estamos mais próximos e cúmplices.

SAL – Trouxe-nos a vontade de sermos pais. Eu nunca tinha sentido esse desejo. Sabia que queria ser mãe, mas nunca tinha sentido essa vontade.

 

 

E o António?

AM – Eu também senti mais isso agora depois do casamento, aquele passo a seguir.

 

 

E terem um filho poderia ser um bom presente para 2011?

AM – Era um bom presente. Vamos lá ver...

 

 

Está na vossa lista de presentes ao Pai Natal?

AM – Está, está! Neste Natal já não vem, mas quem sabe no próximo...

SAL – Só se o Pai Natal ajudar...

AM – Calma, que eu não quero o Pai Natal a ajudar! Eu consigo safar-me sozinho (risos).

 

 

O António vê-se no papel de pai?

AM – Sim, adorava. O meu irmão teve uma filha e às vezes penso: "Também quero."

E a Sofia acha que o António dará um bom pai?

SAL – Acho!


  

Como é que o vê a desempenhar as funções de pai?

SAL – Primeiro vai ser complicado com os brinquedos todos que o António tem.

AM – Não tenho brinquedos. Tenho carros de colecção!

SAL – Acho que vai ter de esconder primeiro tudo. E depois, vejo-o a brincar com os filhos.

AM – Com os filhos!!! Não é só um?

SAL – Vejo-o a ser muito rígido na educação, que se preocupa se os filhos são educados, se dizem "obrigado" ou "por favor".

AM – Sobretudo que respeitem os valores, com responsabilidade e com educação. Estarei bastante atento à educação porque também tive uma boa educação dos meus pais e a Sofia também. É importante transmitir, primeiro, que a vida não é fácil, que não temos tudo de "mão beijada" e que os valores são essenciais.

SAL – Se calhar quem olha para ele não vê isso, porque ele está sempre na brincadeira.

AM – Mas respeito as outras pessoas e o respeito aprendi com os meus pais. O respeito, a educação e os valores devem ser transmitidos, e hoje em dia, pelos vistos, é uma coisa que também está em crise.

 

 

O António é actor, faz rádio e também é piloto. Com uma vida profissional tão intensa, como concilia com a pessoal?

AM – A minha vida não é assim tão intensa quanto possa parecer. As corridas são ao fim-de-semana, e já não são assim tantas quanto isso, e com os trabalhos que tenho, consigo ter sempre tempo para a Sofia e para a minha vida pessoal.

 

 

E como é que a Sofia lida com as inúmeras actividades do António?

SAL – Há sempre muitos convites para festas, para ir aqui e ali, e às vezes apetecia-me estar mais descansada. Mas também sei que a profissão dele a isso exige.

AM – Há eventos que gosto de ir, mas não vou a todos. Às vezes não tenho muita paciência. Sabe-nos bem também estarmos em casa no Inverno com a lareira acesa e fazermos um jantarinho a dois ou com amigos.

 

 

E com o mediatismo do António? Como é que a Sofia lida?

SAL – No início incomodava-me mais o facto das pessoas ficarem a olhar. Quando íamos de férias, na praia, havia sempre um grupo ou outro que passavam as férias todas a olhar para nós. Fazia-me muita confusão. Agora já não ligo tanto. Mas chegávamos a mudar de sítio.

AM – Mas neste país até temos sorte porque as pessoas são simpáticas.

SAL – Às vezes pedem-lhe para contar anedotas no supermercado. Mas eu já assisti a uma cena quando começámos a namorar de o António estar a fugir de uma senhora que lhe queria dar beijinhos. Foi uma cena hilariante com o António a correr à frente dela e ela a dizer: "Quero um beijinho, quero um beijinho..."

 

 

Há pouco o António falava que gostava de fazer alguns programas mais caseiros. Como é que alimentam o romantismo na vossa relação?

SAL – Ele faz-me muitas surpresas em casa.

Que tipo de surpresas?

AM – Ponho velas e preparo um banho de imersão giro.

SAL – Sim, já fez banho de espuma, encheu a casa com velas, champanhe, a aparelhagem com a minha banda preferida a tocar...

AM – Levei-a a Paris no aniversário.

 

 

É como se continuassem a ser dois namorados.

AM – Sim, não nego. Não dá é para fazer isso todos os dias, infelizmente.

Então, o casamento não veio alterar praticamente nada na vossa relação.

AM – Não. Eu acho que o sentimento está cá dentro, o casamento só veio reforçar. Ficámos mais unidos.

SAL – Eu casava-me uma vez por ano, adorei o dia.

 

 

Que paixões partilham?

AM – Gostamos muito de viajar. Estivemos em Itália pelo aniversário da Sofia.

SAL – Estivemos em Roma e agora temos a ideia de conhecer Itália toda. Temos um projecto, que é a nossa loja, a Lechuga, e gostávamos que crescesse. Só temos uma loja, mas queríamos que abrissem mais. Já dura há um ano e está a correr bem.

É a Sofia que cria as roupas ou as desenha?

SAL – Não, é multimarcas.

AM – Uma das marcas que temos é a da filha do António Feio, da Bárbara Feio, a Bmounti. Fez o vestido de casamento da Sofia.

 

 

E que projectos é que o António está a desenvolver?

AM – Neste momento estou no Portugalex, que dá na Antena 1 e na Antena 3, faço animação para empresas e estou a fazer os sketches no Portugal no Coração às sextas-feiras à tarde com o João Baião. Estava a pensar fazer teatro no próximo ano.

 

 

Voltando ao Natal. Investem muito nos presentes?

AM – Investimos, mas com sentimento e com gosto, não em dinheiro.

SAL – Eu passo o ano inteiro a tentar descobrir qual é o presente que lhe vou oferecer no aniversário e no Natal. Até agora eu tenho conseguido oferecer aquilo que ele queria ter, mas que ele não desconfiava. Este ano ainda não descobri.

 

 

Texto: Helena Magna Costa, Fotos: Bruno Peres 

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