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ANA RITA SOARES realizada com o seu percurso profissional

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A designer de interiores passa um Natal muito tradicional na casa dos pais, em Setúbal
A euforia do Natal fez parte da infância de Ana Rita Soares, de 29 anos, que vibrava quando chegava a altura de
decorar a casa.

Dom, 12/12/2010 - 00:00

 

 

A euforia do Natal fez parte da infância de Ana Rita Soares, de 29 anos, que vibrava quando chegava a altura de decorar a casa. Tarefa que desempenhava com a mãe. Agora, a designer de interiores, que é uma das decoradoras de Querido Mudei a Casa, da SIC Mulher, limita-se a decorar a sua casa, mas a quadra continua a ser passada na companhia dos pais, em Setúbal.

 

 

VIP – Atendendo que é decoradora, cabe-lhe a si a tarefa de decorar a casa no Natal?

Ana Rita Soares – Só a minha casa. Mas como não é na minha casa que costumo passar o Natal, mas sim na da minha mãe, e eu acho que herdei dela este gosto pela decoração, portanto, na casa dela é ela que faz.

 

 

E não há disputa pelo lugar?

Não, porque como é feito na casa dela e ela tem imenso gosto em receber a família em casa, eu também não gosto de tirar-lhe esse prazer.

 

 

Foi sempre assim? Em pequena a sua mãe não pedia a sua ajuda?

Eu participava imenso quando era miúda. Lembro-me que ainda estávamos em Novembro e já estava desejosa que chegasse a altura das decorações de Natal. E aí sim, participava muito activamente com a minha mãe, enquanto os meus irmãos não ligavam nenhuma, a não ser aos presentes debaixo da árvore.

 

 

Na sua casa como costuma decorar?

Por norma compro todos os anos coisas novas para a decoração de Natal. As antigas tento reciclar, troco de sítio as coisas, as que tinha na sala passam para o hall, faço conjugações diferentes entre elas. Já tenho pintada a árvore de Natal, que era verde, artificial, e pintei-a de branco, mudei os enfeites, há sempre algumas coisas que gosto de mudar.

 

 

Que estilo define a sua decoração?

Vou fazendo consoante a vontade que tenho nesse ano. Não é demasiado tradicional e não tem os elementos que habitualmente vemos. Por exemplo, no meu presépio as figuras são muito mais estilizadas porque se funde com a restante decoração da casa. A minha ideia de decoração natalícia é mesmo essa, a decoração deve-se enquadrar bem com o ambiente da casa para que não pareça forçada.

 

 

Como é vivido o seu Natal?

É tradicional e passado em família. Como já há crianças, gira um pouco à volta delas, em que para elas o auge são os presentes e animação toda. Fazemos a consoada em família com a gastronomia tradicional e ficamos reunidos ao pé da lareira.

 

 

Qual costuma ser a sua ceia?

É o bacalhau. Muitas vezes há uma carne diferente, porque como tenho um irmão mais novo, às vezes não lhe apetece tanto as comidas tradicionais. Temos para todos os gostos. Em relação aos doces, temos o bolo-­-rei e os sonhos. Gosto muito dos frutos secos.

 

 

Está desde 2006 ligada ao Querido Mudei a Casa, na SIC Mulher. Como tem sido a experiência?

Muito enriquecedora. Costumo dizer que ali estou a trabalhar, a divertir-me, que eu acho que é o sonho de qualquer profissional. Tenho uma realização pessoal muito grande, porque saber que mudamos a vida de pessoas e que está ali um bocadinho de mim também, que realizamos sonhos, porque nós comprovamos ali ao vivo e a cores o quanto aquelas pessoas ficam felizes e que sem nós não teriam conseguido, é gratificante. Do ponto de vista humano e pessoal é uma experiência que nunca mais me vou esquecer na minha vida.

 

 

Ainda se lembra do primeiro projecto?

Perfeitamente. Era o quarto de três meninos entre os seis e os dez anos. Jogavam à bola, faziam os trabalhos e tinham de dormir, tinham de fazer tudo dentro daquele quarto. Adoravam desporto e fiz um quarto com esse tema. O meu maior receio era a hora da reacção. Estava nervosíssima, principalmente por serem três miúdos, são crianças e quando não gostam dizem: "Não gosto." Os adultos ainda fazem alguma cerimónia, mas as crianças não. Mas eles adoraram.

 

 

Além de estar no Querido Mudei a Casa, também dá aulas.

Na Magestil, num curso de Design de Interiores. Foi uma estreia. Comecei este ano e estou como coordenadora do curso e a dar aulas. É um desafio para mim. Já dei formações e coisas pontuais, mas agora é a sério. No início de 2010 comecei a montar toda a estrutura do curso e em Setembro arrancaram as aulas. Está a correr lindamente. Tenho também o meu atelier onde desenvolvo os meus projectos a nível particular para clientes que me contactam para fazer decorações, quer de espaços públicos ou privados. Tenho também participação em algumas revistas da especialidade e estou no Mais Mulher, da SIC Mulher, a fazer a rubrica da decoração.

 

 

E em termos pessoais. Encontrar alguém que a preencha sentimentalmente seria um bom presente de Natal?

Neste momento preocupa-me mesmo é ter saúde, trabalho e estar bem com toda a gente que me rodeia. A minha família, os meus amigos e com todas as pessoas que eu gosto.

 

 

Texto: Helena Magna Costa; Fotos: Luís Baltazar 

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