Ana Free
“Acho que nasci para a música e nada mais”

Famosos

A cantora começou a gravar canções no seu quarto e agora já dá concertos ao lado de SHAKIRA
Os 23 anos, Ana Free continua a arranjar o seu espaço na música mundial. A jovem portuguesa precisou de pouco tempo, e muito talento, para sair dos "concertos" do seu quarto até à fama mundial. Recentemente, foi convidada a actuar ao lado de Shakira, em Miami.

Ter, 03/05/2011 - 00:00

 Os 23 anos, Ana Free continua a arranjar o seu espaço na música mundial. A jovem portuguesa pre-
cisou de pouco tempo, e muito talento, para sair dos "concertos" do seu quarto até à fama mundial. Recentemente, foi convidada a actuar ao lado de Shakira, em Miami. A residir em Londres, a jovem cantora encontra sempre tempo para vir a Portugal, até porque se prepara para promover um novo single com o dueto brasileiro Pop Claus e Vanessa. Chama-se Summer Love e será lançado ainda este mês no nosso país.

VIP – Quais as diferenças entre a menina que colocava as suas músicas no YouTube e a artista que abre o concerto da Shakira?
Ana Free – (Risos). Acho que são dois lados da mesma pessoa. Além disso, continuo a colocar as minhas músicas no YouTube. Nunca deixei de ser essa rapariga que escreve músicas para escapar das coisas e com uma maneira própria de se exprimir.

É complicado conciliar essa menina com as rotinas de uma artista?
Não. É um processo igual a qualquer outro. É óbvio que houve algumas mudanças de estilo e de vida. Tenho de prestar mais atenção à minha imagem, mas são tudo coisas que não me incomodam porque sou feminina e gosto de me vestir bem e de me sentir bem (risos). Já me habituei.

Mas custou a adaptar-se?
Sim. Quando estava na faculdade não era tão pronunciado, mas agora sinto muito a falta da família e das minhas melhores amigas. Sinto que preciso mais deles perto de mim. Apesar das novas tecnologias, a ausência física faz-me mais diferença do que fazia.

Falando de novas tecnologias. Estaria no mesmo patamar onde está hoje se não existisse o YouTube?
Acho que teria chegado a este ponto de qualquer maneira ou através de qualquer outro caminho. Nasci para fazer isto e nada mais.

Isso fez com que sempre se tenha sentido uma artista ou era uma menina que brincava com a música?
Amo o que faço e cada dia que passa é quase um dia de brincadeira. Sinto que tenho outras preocupações na vida, mas sempre foi natural para mim a relação com a música. Canto e componho desde os oito anos. Nunca me senti artista, mas sempre soube que a música era a minha paixão e que podia seguir em frente e fazer algo nesta área.

Que balanço faz desde esse momento?
É uma indústria com muitos altos e baixos e tudo depende dos projectos que temos. Se estiver em estúdio, estou mais longe dos olhos do público. Nos momentos em que estou em tour existe outra energia. É diferente. Por exemplo, nunca senti nada como quando abri o concerto da Shakira. Os últimos dois anos ajudaram a definir-me como artista e mulher. Tenho aprendido imenso.

O lado profissional da sua carreira poderá roubar a espontaneidade da menina que colocava músicas na Net?
Não. Adoro andar em tour, apesar de ser cansativo. É assim que conheço os fãs e ganho experiência para melhorar. E acho que isso é útil para a "menina" que foi referida. A minha essência estará sempre presente.

Tem uma relação especial com Londres...
Fui viver para Londres quando tinha 18 anos. Foi lá que tirei o curso de Economia e continuo a viver lá. Não sei porquê... Deve ser o meu lado britânico que faz com que aguente tão bem o tempo.

O futuro passa por Londres?
Para já, vou ficar por lá. Estou contente, é ali que tenho a minha vida e já estou habituada. Além disso, são apenas duas horas de viagem até Portugal.

Como é que uma pessoa que tem medo de voar lida com as viagens?
(Risos) É difícil. Tenho o mau hábito de dizer a toda a gente que tenho medo de andar de avião. Tenho duas hipóteses...

Quais?
Arranjar alguém que me tire este pânico da cabeça, ou tenho de pilotar um avião. Não sou uma pessoa de entrar em pânico, mas a verdade é que a turbulência deixa-me assim e é a única altura em que me arrependo de ter escolhido esta vida (risos).

Como lida com a exposição pública?
Ainda não me incomoda muito. Só me fez impressão de início, era muito estranho, pois não percebia porque é que as pessoas olhavam para mim. Actualmente são as minhas amigas que notam e não eu.

Consegue ter tempo para levar uma vida normal igual à de qualquer jovem da sua idade?
Consigo. Em Londres sou pouco reconhecida, apesar dos espectáculos. Neste caso, quando me conhecem é giro, pois não é comum. Até porque em Londres sou mais desleixada com a imagem (risos).

Tem tempo para namorar?
Tenho. Acho que o amor é super-importante, bem como ter alguém especial para partilhar os bons e os maus momentos. Nesta indústria existem muitas pressões e às vezes é complicado lidar com isso sozinha. Dou muito valor ao amor na minha vida.

Neste momento existe essa pessoa especial?
Sim, estou apaixonada.

É fácil encontrar alguém que compreenda a vida de artista?
Não é fácil, mas é uma questão de arranjar alguém com essa sensibilidade. Alguém que compreenda o meu estilo de vida. Mas não é só para o namorado que não é fácil, pois também não o é para a família e os amigos.

É mais fácil se a relação for com alguém do mesmo meio?
Não. Gosto de ter pessoas à minha volta que sabem encontrar um equilíbrio não sendo obcecadas pela música. Gosto de chegar a casa e não tocar numa guitarra ou ouvir música. Gosto de ter alguém que compreenda isso e acho que seria muito intenso estar com uma pessoa superligada à mesma carreira. Preciso de alguém que me ponha os pés na terra.

Tem receio de que alguém se aproxime de si pela fama?
Sim e já me aconteceu. Protejo-me bem e sei com quem é que quero estar. Não tenho paciência para dramas e corto logo com essas pessoas da minha vida.

Texto: Bruno Seruca; Fotos: José Manuel Marques; Produção: Manuel Medeiro; Cabelo e maquilhagem: Vanda Pimentel, com produtos Maybelline e L'Oréal Proffessionnel

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