Inês Santos
“Sou extremamente independente”

Famosos

Cantora fala do seu gosto pela música e da sua maneira de ser

Sex, 08/03/2013 - 0:00

 A música faz parte da vida de Inês Santos desde que se lembra e foi esse gosto que, aos 15 anos, a levou ao Chuva de Estrelas em 1995. Depois do programa, que venceu, nunca mais parou de cantar. Representou Portugal no Festival da Eurovisão, cantou em programas de televisão, lançou dois discos e esteve nomeada para um Dora Mavor Moore Award, no Canadá. Agora, está de regresso a um programa de talentos, uma vez que é uma das concorrentes de A Tua Cara Não Me É estranha. Fique a conhecer melhor a cantora…

VIP – A Inês ficou conhecida depois de ganhar o Chuva de Estrelas em 1995. Como relembra este programa?
Inês Santos – O começo de uma grande aventura. Foi o programa que me deu a conhecer aos portugueses e permitiu passar o sonho para a realidade. Há 19 anos que só vivo da música. Sou feliz e sinto-me realizada por fazer o que mais gosto.

Na altura tinha 15 anos. Foi difícil lidar com a fama, sem se deslumbrar?
Na altura não. Tenho os pés bem assentes na terra e uma família muito coesa, com grande discernimento, que me apoiou sempre muito.

Depois do Chuva de Estrelas esteve envolvido em diversos projetos, nomeadamente no Festival da Canção, que viria a vencer. Representar Portugal na Eurovisão foi um momento importante?
Ganhei o festival com unanimidade o que se traduz, naturalmente, em reconhecimento e agrado não só por parte do júri como do público. Fiquei num fantástico 12.º lugar na Eurovisão. Mas acima de tudo foi uma experiência pessoal fascinante e enriquecedora.

E ser nomeada para um Dora Mavor Moore Award pela interpretação de Inês de Castro em Toronto, no Canadá?
Isso é outro patamar. Ser a única estrangeira nomeada para um prémio de tal prestígio, num país estrangeiro e numa área que não é a minha, a ópera, foi o reconhecimento, por parte de grandes profissionais, do meu talento, empenho, dedicação e versatilidade. Foi um contrato perfeito e um grande momento da minha vida profissional.

Tem sentido o carinho dos fãs desde que voltou à televisão em A Tua Cara Não Me É Estranha?
Muito, muito, muito mesmo! Estou muito feliz. É reconfortante saber que tinham saudades e que querem muito ouvir-me e ver-me mais.

Sei que viveu dois anos num cruzeiro. Fale-me dessa experiência…
A parte menos boa é estar longe da família e amigos, tudo o resto são momentos e recordações para a vida. Dei a volta ao Mundo. Um enorme privilégio. Sobre essa experiência sairá, nos próximos meses, um livro com textos e fotos minhas e uma grande surpresa. Ainda é cedo para contar. Os lucros do livro reverterão em 50% para uma associação de solidariedade social.

Amadureceu muito durante estes dois anos?
Muitíssimo. Tomei consciência da minha pequenez ao mesmo tempo que engrandeci valores, ideias, horizontes. Tornei-me mais tolerante e respeitadora das diferenças culturais.

O que a levou a cantar num cruzeiro. Foi a falta de oportunidades no mundo da música?
Não. Eu estava a fazer o musical de La Féria, Fado­ – História de um Povo, no Casino Estoril. Despedi-me porque achei que era uma mais-valia para mim enquanto profissional e pessoa. Uma decisão que se revelou bastante acertada tal como eu previa.

A música é o que dá sentido à sua vida. Como nasceu este gosto?
A música nasceu com a minha vida. Aos três anos já queria ser cantora. Nunca quis ser mais nada. Nem médica, nem enfermeira, nem astronauta.

Está sozinha desde 2010. Não sente falta de estar apaixonada?
Terminei o meu noivado em 2010 e foi a melhor coisa que fiz. Neste momento estou ótima.
O seu ex-noivo, Junior Meirelles, mostrou-se magoado consigo. Tem pena que não sejam amigos?
O que vale é que eu não guardo mágoas. Volto a dizer que foi a melhor coisa que fiz e para bom entendedor meia palavra basta. Sou amiga de vários familiares e amigos dele, que se tornaram meus também, com quem mantenho contacto. Não tenho pena de não sermos amigos nem guardo mágoa de qualquer atitude dele. É passado e está enterrado.

Como é que reage à notícia que fala em suspeitas de traição?
Nunca traí nem fui infiel em toda a minha vida. Mas tanto ele como eu sabemos a verdade. Ele tem a sua consciência e eu a minha. Eu estou de bem com a minha. Não sei se ele estará com a dele. Creio que o levaram a pôr essa hipótese pela forma como lhe colocaram a questão. Foi apenas a resposta a uma pergunta que, descontextualizada, faz parecer que ele pôs esse hipótese.
Sei que é muito ligada aos seus pais e que eles são o seu principal pilar. Pede-lhe opiniões?
Constantemente não. No que é importante sim.

O seu pai esteve muito doente há nove anos. Foi um momento difícil para si e para a sua família?
A vida pessoal dos meus pais é isso mesmo, dos meus pais.

Como é a verdadeira Inês Santos?
Verdadeira, direta, sensível, simpática, profissional, impulsiva, apaixonada, amiga dos meus amigos, demasiado sincera, transparente. Adoro o silêncio e sou muito independente. Sou aquilo que mostro. Sou o que sou. Com defeitos e qualidades, como todos!

Texto: Ricardina Batista; Fotos: Luís Baltazar; Produção: Manuel Medeiro; Cabelos e maquilhagem: Ana Coelho com produtos Maybeline e L' Oréal Professionnel

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