Manuel Maria Carrilho
Advogado afirma que Bárbara Guimarães «não tem credibilidade nem é coerente»

Nacional

O Tribunal da Comarca de Lisboa foi palco de mais uma sessão de alegações finais no processo de violência doméstica, no qual Manuel Maria Carrilho é réu. Pedro Reis, advogado de Bárbara Guimarães, referiu que o antigo ministro da cultura deve ser sentenciado a pelo menos três anos de prisão efectiva.

Seg, 27/11/2017 - 21:00

Durante a manhã desta segunda-feira, dia 27 de novembro, deu-se mais uma sessão das alegações finais referentes ao caso de violência doméstica interposto pela apresentadora Bárbara Guimarães contra Manuel Maria Carrilho.

 

A sessão, que começou atrasada devido a uma falha no sistema informático do Tribunal da Comarca de Lisboa, focou-se nas declarações do advogado de Bárbara Guimarães, Pedro Reis, que pediu que o antigo ministro da Cultura fosse condenado a «a três anos e 10 meses de prisão efectiva», num quadro legal que prevê, para o caso em causa, uma sentença entre dois a cinco anos de prisão

 

 

A decisão deverá ser apresentada no próximo mês de dezembro

 

Manuel Maria Carrilho, para além de ser acusado de violência doméstica, está a ser também julgado por 22 crimes de difamação agravada. O ex-político foi condenado em outubro do presente ano a uma pena de quatro anos e seis meses suspensos, pelos crimes de violência doméstica, ofensa à integridade física, ameaça, injúria e denúncia caluniosa contra Bárbara Guimarães, o ex-namorado da mesma, Kiki Neves e o amigo da ex-mulher, Ricardo Pereira.

 

Atualmente, Manuel Maria Carrilho está proibido de contactar a apresentadora e foi obrigado a frequentar um curso de sensibilização contra a Violência Doméstica.

 

O antigo governante juntamente com o advogado, Paulo Sá e Cunha, vai recorrer no Tribunal da Relação. O advogado de Carrilho revelou estar à espera deste desfecho por parte do Ministério Público, mas afirma que, nas suas alegações, possa haver uma reviravolta.

 

Paulo Sá e Cunha recusou-se a comentar se achava possível uma pena efetiva, alegando que tudo o que tiver a dizer será em tribunal.

 

Manuel Maria Carrilho presente nas alegações finais

 

Paulo Sá e Cunha iniciou as alegações finais de defesa de Carrilho que se deverão prolongar até às 19h.

 

Durante a manhã de segunda-feira, Pedro Reis fez as suas alegações finais deixando a tarde para Paulo Sá e Cunha.

 

Apesar das alegações do advogado de Bárbara Guimarães em que foi pedida a pena de três anos e 10 meses de prisão efetiva, Carrilho quis estar presente para ouvir o seu advogado de defesa, Paulo Sá e Cunha, e mostrou-se tranquilo.

 

O advogado de defesa começou por desvalorizar as alegações de Pedro Reis e do MP acusando a apresentadora da SIC de ser mais inteligente do que se faz crer.

 

«A assistente não é inferior ao arguido como quer fazer crer. Não é simplória mas sim sofisticadíssima», disse perante o olhar atento de antigo ministro da cultura.

 

Por outro lado, Pedro Reis ri enquanto ouve as declarações de Paulo Sá e Cunha.

 

«A assistente não tem credibilidade nem é coerente.»

 

A defesa aproveitou as acusações à personalidade do arguido para se defender ao tentar descrever a personalidade da apresentadora classificando-a como «diva de Carnaxide».

 

«Bárbara Guimarães mente conforme lhe é conveniente»

 

Paulo Sá e Cunha quis analisar detalhadamente o período temporal em que Bárbara é agredida e muda a fechadura da porta para impedir que Carrilho entrasse quando regressasse de Paris.

 

A apresentadora, de acordo com o advogado, poderia ter apresentado queixa nesse momento pois tinha um advogado constituinte já nessa altura. No entanto, Paulo Sá e Cunha alega que na manhã de dia 16 de outubro, Bárbara estava numa campanha publicitária para a amiga, Fernanda Lamelas.

 

Nas imagens apresentadas, o advogado de defesa afirma que, mesmo que as marcas pudessem ser disfarçadas com maquilhagem e edição de imagem, no período que Bárbara vivia seria incoerente que em vez de estar com o advogado para apresentar queixa estivesse numa sessão fotográfica.

 

As imagens que constam no processo com marcas de agressões, tiradas no mesmo dia da sessão fotográfica, são também desvalorizadas pelo advogado de Carrilho pois têm pouca qualidade.

 

 

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Texto: Marta Ferreira

 

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