Assinala-se a 3 de maio uma década do desaparecimento de Madeleine McCann. Em entrevista ao jornal britânico Mirror, a ama que cuidou da filha de Kate e Gerry McCann durante as fatídicas férias na praia da Luz fala pela primeira vez sobre a sua versão dos factos.

A mulher – cuja identidade não foi revelada – revela que o Ocean Club, onde trabalhava à época era “inseguro” e que se sentia indesejada na localidade algarvia. “Parecia que as pessoas não nos queriam lá”, recorda.

Sobre a noite em que a filha dos McCann desapareceu, a ama recorda: “A Kate chorava, num estado quase catatónico e o Gerry estava em agonia. A única coisa que me lembro dele é vê-lo a procurar debaixo de carros. Não me consigo esquecer disso”.

A ama recorda também que, após o desaparecimento de Maddie, começou, juntamente com outros funcionários, a procurar a criança de três anos nos caixotes do lixo. “Foi nessa altura que me apercebi que o caso era sério”.

A mulher faz também graves acusações à polícia portuguesa, argumentando que demoraram 90 minutos a chegar ao local e que contaminaram o quarto de onde desapareceu a criança. “Eu não entrei lá mas toda a gente entrou. Por isso, se havia provas, desapareceram. Não havia ninguém que dissesse: ‘temos de fechar isto'”. Diz também que houve “pedaços de testemunhos que desapareceram dos relatórios policiais” e que era constantemente questionada sobre se tinham sido os pais os culpados do alegado crime. “Eu digo-lhes ‘não, nem pensar nisso. Não há qualquer hipótese”.

O que aconteceu a Maddie?

A ama, que trabalhava nesse ano na praia da Luz, diz ter esperança que Maddie esteja viva. “Eu sei que é ingénuo dizer isto mas, no melhor dos cenários de uma situação horrível como esta, ela terá sido procurada e levada para uma pessoa rica sem filhos”. E conclui: “A única pessoa que sabe realmente o que aconteceu é a Madeleine”.

Madeleine McCann desapareceu do apartamento onde se encontrava a dormir, juntamente com os irmãos mais novos, na noite de 3 de maio de 2007. Kate e Gerry McCann chegaram a ser constituídos arguidos pela justiça portuguesa. O desaparecimento misterioso da criança continua por resolver.

Leia mais aqui.

Fotos: Impala

As mais vistas:

top Internacional