Raquel E Edmundo
Apaixonados negam separação

Famosos

Na primeira produção juntos depois do ‘Big Brother VIP’, Raquel Henriques
e Edmundo Vieira contam como constroem a sua relação no “mundo real”

Qui, 03/10/2013 - 23:00

No dia em que entraram no Big Brother VIP, Teresa Guilherme vaticinou-lhes um namoro na casa que não só se concretizou como, três meses depois do fim do programa, Raquel Henriques e Edmundo Vieira continuam apaixonados. Na sua primeira produção juntos, a atriz, de 36 anos, e o músico, de 29, revelam à VIP como têm vivido a relação no mundo real junto dos seus respetivos filhos, Luís Miguel, de 18 anos, e Miguel, de cinco.

VIP – Antes de mais, estão com vários projetos em simultâneo. Como têm corrido?
Raquel Henriques – Está a correr bem, estou em ritmo de cruzeiro. Fiz agora a dobragem de Ronaldo, o Bárbaro. Fiquei feliz por me terem escolhido, mas disseram que era óbvio, porque a personagem Zandra tem tudo a ver comigo, como atleta, guerreira. Foi uma experiência maravilhosa. Na ficção, vão garantidamente acontecer algumas coisas no início do próximo ano. Eu só acredito quando já estiverem nas minhas mãos, não tomo nada por garantido, mas tudo indica que sim. Gravaram Borboleta, o novo videoclip do Edmundo.

Como foi trabalharem juntos?
Edmundo Vieira – O conceito inicial não incluía a Raquel. Mas, depois da nossa história na Casa e da proporção que a música ganhou, achámos que fazia todo o sentido convidar a Raquel para fazer parte do vídeo. Adorei, é mais um “filho” pelo qual estou todo “babado”!

Raquel, tudo isto traz uma nova esperança à sua carreira na representação, andava um pouco triste…
RH – Triste, sim, mas nunca perdi a esperança. Posso estar no maior buraco, mas a esperança mantém-se viva e é bom sentir que a nossa luta deu frutos. O Edmundo já fez alguns trabalhos em representação.

Também perspetiva isso para a sua carreira, ou sente-se, na essência, cantor?
EV – Sou um cantor, essencialmente. Aliás, mais do que cantor, sou músico, mas também tenho a minha veia de ator. Tive outras experiências em representação, depois dos Morangos com Açúcar, e existe a possibilidade de voltar. Já me foi feito um convite para a ficção nacional, do qual não posso falar, mas posso dizer que foi a estação que me apadrinhou. Existe a possibilidade de voltar em breve e isso é algo de que gosto muito.

O que os levou a participar no Big Brother VIP, com tudo o que isso implica?
RH – Foi para dizer ao mundo que estou aqui, dar um shake à minha imagem, porque se falou um pouco da minha vida no mundo do fitness, com os campeonatos, mas a Raquel atriz sempre quis voltar e fazer mais. Achei que o Big Brother podia ser um veículo para isso. Nunca ambicionei ficar até ao fim, nem fazia questão de ganhar os 30 000 euros. O meu objetivo era outro e acho que correu bem.

EV – Foi a ideia de promover ainda mais o meu trabalho, dar a conhecer um pouco mais de mim a nível pessoal e alargar o meu público. Agora, as coisas que faço têm uma atenção redobrada. Em termos de trabalho, está tudo muito idêntico. Eu já tinha uma agenda preenchida, mas noto que há muito mais gente a ir ver os meus concertos.

E a experiência em si, como foi?
EV – Eu já tinha participado num reality show com um conceito diferente, que foi a Operação Triunfo. Nesse sentido, o Big Brother foi muito diferente daquilo que estava à espera.

A Raquel entrou na casa com uma relação embrionária e saiu de lá com namorado. Achava que isso podia acontecer?
RH – Entrei na casa com um amigo. Eu saía com outras pessoas, mas não tinha nenhuma relação séria. Era uma mulher solteira, saudável, que se diverte e que tem também as suas necessidades. Entrei na casa sem pensar nisso porque estava bem resolvida. Não pensava ter ninguém na minha vida, não queria sequer. Estava tão bem sozinha que nem me passava pela cabeça. E depois aconteceu isto! Acho que tinha mesmo de acontecer. Aquela saída da Teresa, no dia em que entrámos na casa… Na altura, não liguei nenhuma; mas, hoje, penso que, realmente, foi estranho. Não sei explicar. Acho que as coisas acontecem porque têm de acontecer…

EV – A mim, nem me passava pela cabeça porque estava muito bem comigo. Estava ainda numa fase de ressaca desta nova forma de estar na vida, de querer aproveitar as coisas de que gostamos. Estava separado há algum tempo e queria estar sozinho, não estava à procura de ninguém. A Raquel estragou-me os planos.

Como é que aconteceu? O que existia entre vocês foi crescendo? Apaixonaram-se ainda dentro da Casa ou cá fora?
EV – Eu não me apercebi da forma como aconteceu. Fomo-nos aproximando e acho que, tanto de um lado como do outro, quando demos conta, já estávamos na “teia”. Apaixonámo-nos muito lá dentro. Cá fora, foi o embate com a realidade, tentar perceber o que é o quê…

Como tem sido estarem juntos no mundo real?
RH – O que ele era dentro da Casa é o que é cá fora, com outras coisas mais. Obviamente, houve aquele receio, quando voltámos à vida real, às nossas pessoas. Eu tive medo de achar que poderíamos estar a confundir as coisas, mas estou muito feliz por ter tido esta agradável surpresa. Para mim, foi melhor do que o prémio de 30 000 euros. Acho que levei o melhor prémio lá da casa. Gosta de mim, é carinhoso, preocupa -se comigo, trata-me muito bem, faz-me sentir especial.

O conto de fadas continua, portanto?
EV – As coisas cá fora são diferentes. Lá dentro, tínhamos o nosso mundo, ninguém intervinha, ninguém influenciava; cá fora, temos todo um mundo à nossa volta. Costumo dizer que somos dois macaquinhos no meio de uma selva. Vamos ter de levar com os leões, os tigres, as cobras, as centopeias… vamos ver se somos fortes o suficiente para sobreviver. Até agora, tem corrido bem.

Então e querem constituir uma família de macaquinhos?
EV – Para já, pensamos em usufruir das árvores, passear na floresta e comer bananinhas!

Há uns meses, a Raquel dizia que tinha perdido a confiança nos homens, nomeadamente depois de ter sido vítima de traição, na sua relação com o Paulo Rocha. O Edmundo reabilitou o género masculino?
RH – Eu estive quatro anos sozinha. O fim dessa relação afetou-me bastante e fez-me, de facto, perder a esperança, mas o Edmundo convenceu-me de que ainda há esperança em relação aos homens. E ainda bem, porque sou mais feliz agora.

Está mais cautelosa?
RH – Quando me apaixono, apaixono-me mesmo, mas aprendi a ser mais cautelosa. E, sobretudo, aprendi a gostar de mim em primeiro lugar. Assim, mesmo que a outra pessoa nos possa magoar, não toma a proporção que teve comigo. Quando temos amor-próprio movemos montanhas e, nestes quatro anos, aprendi a ter amor- -próprio. Mas tinha de encontrar uma pessoa que valesse a pena porque, senão, garantidamente que não entrava na minha vida.

E como foi juntarem as vossas duas vidas, que são tão diferentes, e as vossas famílias?
RH – Estamos a levar as coisas de forma calma, como duas pessoas adultas devem fazer. Eu sou uma mulher, obviamente, muito apaixonada, gosto de viver a vida de forma apaixonada, com o homem com quem estou, mas tenho noção que, acima de tudo, temos de ter o nosso amor-próprio e fazer as coisas por forma a não nos magoarmos. A nossa construção tem sido assim, com momentos menos bons, como todos temos. Nós somos completamente diferentes um do outro e acho que é isso que torna a nossa relação… não diria perfeita, mas a caminho da perfeição. O facto de os nossos filhos terem gostado um do outro é essencial. Se isso não tivesse corrido bem era complicado. Estou muito feliz. O filho do Edmundo é mais pequenino, tem cinco anos, o da Raquel é um jovem adulto.

Como reagiram a tudo isto?
EV – Correu acima das minhas expectativas porque ele é bastante ciumento e protetor em relação ao pai e eu estava um bocadinho apreensivo com a forma como iria correr. Mas ele adora a Raquel, ela adora-o e é maravilhoso presenciar isso.

RH – Sei que o meu filho, quando percebeu que eu e o Edmundo estávamos mais próximos, não gostou. Mas depois começou a ver que ele me tratava bem dentro da Casa e começou a gostar dele. Quando o conheceu cá fora correu tudo bem.

Já vivem juntos?
RH – O Edmundo passa muito tempo no Algarve, tem lá a família dele e eu, quando posso, vou com ele. Mas também tem a casa dele em Lisboa e, um dia, estamos na minha, outras vezes na dele.

O Edmundo é um pai muito presente?
EV – Tento ser, na medida em que o meu trabalho permite. Ele é superdivertido, bem-disposto, é uma criança superfácil de gostar e de lidar, tem saídas maravilhosas. Veio para Lisboa concretizar o seu sonho de se tornar cantor.

Como conseguiu construir- se, ou reconstruir-se, ao longo dos anos, desde a Operação Triunfo, e passando pelos D’ZRT?
EV – Quando entrei na Operação Triunfo era muito “verdinho”, tentei aprender. Sempre me considerei muito reservado e isso acabava por se refletir também na minha postura em palco. Era, de facto, o mais reservado, mas era um bocado por opção. Ainda para mais, podia dar-me a esse luxo porque me protegia muito o facto de os três existirem ao meu lado e captarem a atenção das câmaras. Então, refugiava-me um bocadinho mais.

Mas, a solo, já não tem essa hipótese…
EV – Em 2009, iniciei a carreira a solo com a gravação do meu primeiro álbum e senti necessidade de assumir o palco na íntegra. Tinha de prestar atenção a todos os pormenores, estar ali a cem por cento, assumir a frente do palco como um artista deve fazer. Tomei essa consciência, tive de mudar um pouco a minha forma de estar em palco e isso acabou por se refletir também na minha vida pessoal, na minha forma de estar no quotidiano. A seguir aos D’ZRT fiz um interregno na minha carreira; depois, decidi voltar. Tenho estado a compor, a escrever, tenho-me aventurado um pouco na área da produção, tenho a escola de música, a ELZ Unit.

O que significou, para si, o fim dos D’ZRT?
EV – Nunca vi as coisas dessa forma. Os D’ZRT acabaram não porque nos tivéssemos chateado ou optado por terminar, ou porque tivéssemos outras opções. Eu, pelo menos, não sinto que os D’ZRT tenham terminado. Foram as circunstâncias que fizeram com que não voltassem a juntar-se.

Vocês continuam próximos?
EV – O espírito mantém-se. Falo muito com o Cifrão, é sempre um ótimo conselheiro para mim. O Vintém também tem estado sempre próximo, mais na área técnica. Ainda agora fiz o videoclip do tema Borboleta e foi ele que realizou o vídeo. Mantemo-nos sempre muito próximos e ajudamo-nos mutuamente.

A morte do Angélico reaproximou-vos de alguma forma?
EV – Não, o acidente do Angélico não teve qualquer influência na nossa relação. Temos a relação que temos pelo que construímos ao longo da nossa vivência juntos e isso perdura. Agora, o que aconteceu ao Angélico alterou completamente a minha forma de estar na vida, de olhar para as coisas. A partir da morte do Angélico passei a dar mais valor à minha família, às pessoas que amo, e compreendi com a partida dele que temos de dar mais atenção àqueles de quem gostamos porque amanhã pode chegar o dia em que já não os temos e, depois, vamo-nos arrepender por não termos vivido mais com eles. Isso aconteceu-me com o Angélico e não quero que volte a acontecer com ninguém. Daí a minha reaproximação ao Algarve.

Texto: Elizabete Agostinho; Fotos: Bruno Peres; Produção: Elisabete Guerreiro; Cabelo e Maquilhagem: Paula Carmo

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